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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

O Inacreditável Final de Dexter

Como eu já havia escrito aqui, após os medianos últimos anos de Dexter, a última temporada da série tinha a difícil missão de restaurar o antigamente gigantesco nível de qualidade do programa. Aquele das primeiras temporadas, quando a cada episódio ficávamos mais fascinados pelas idiossincrasias, pelo código e pelas mortes do fabuloso anti-herói Dexter Morgan. Bons tempos. Pois isso nem de longe aconteceu. Nesta oitava temporada, zilhares de erros passados foram repetidos e outros novos se juntaram à lista. De furos absurdos de roteiro a plots completamente descartáveis. Mas tudo pode sempre mudar com um series finale. Ainda havia esperança para um honroso final. 


Em seu décimo segundo episódio da oitava temporada, Dexter despede-se do público de maneira inacreditavelmente ruim. Assistir aos últimos 10 minutos deste último capítulo chamado de Remember the Monters? é quase constrangedor. Até mesmo ignorando todos os erros da série, é lamentável saber o que os roteiristas e produtores decidiram fazer com personagens que acompanhamos e nos preocupamos por tantos anos.


 Acima de tudo, é triste saber que Debra Morgan morreu sem sequer um dia de espera de seu irmão após entrar em coma, desligando os aparelhos que a mantinha viva com uma pressa inexplicável. Um dia sequer. A morte da personagem já vinha sendo especulada há tempos, mas a execução de tal ato pareceu somente mais uma tentativa apressada e desesperada dos produtores da série de chocarem o público e levá-lo às lágrimas neste final. Não há nada de errado com a morte de Deb, mas com a forma absurda com que ela foi concebida. Não bastasse isso, Dexter consegue remover o corpo da irmã do hospital, levá-lo até seu barco no meio da tempestade para em seguida despejá-lo no mar. No mar. No mesmo lugar onde ele se livrou de centenas de cabeças, pernas e braços de inúmeros assassinos. 


E se já havia algum espectador estarrecido (como este que vos escreve) com tais acontecimentos, o que vem depois é ainda mais desconcertante. Após passar quase uma temporada inteira planejando sua fuga para a Argentina com Hannah e Harrison, Dexter esquece de tudo isto e de tudo o que o motivou por tanto tempo e resolve ir de encontro ao olho do furacão que chegava a Miami. É claro que a morte de sua irmã afetou o seu comportamento, mas cometer suicídio? Abandonar o próprio filho? Rita deve ter se revirado no caixão. Não dá pra engolir. 


Felizmente (ou não), Dexter também desenvolve superpoderes nos últimos minutos do episódio e consegue sair vivo do centro do furacão (seu barco é despedaçado, mas Dexter sobrevive). A última sequencia da história da série mostra o serial killer barbudo vivendo isolado e trabalhando em uma madeireira. Se Dexter continuou matando pessoas ou um dia decidiu rever seu filho e Hannah? Nunca saberemos. 

  
Encerrada a história da dupla principal, fica a pergunta: e o resto dos personagens? E a relação de Masuka com sua filha? Quinn um dia se tornou um sargento? Como ficou a babá do Harrison nesta história? Pra que diabos a Dr. Vogel serviu nesta temporada? Inúmeras perguntas sem resposta e sem nenhuma necessidade de existirem. Dexter raríssimas vezes soube trabalhar com suas tramas paralelas, quase sempre esquecíveis. 

Apesar de tudo isso, o final da um dia aclamada série ao menos esforçou-se para sair de sua irritante inércia e conseguiu construir um clima de urgência no duelo Dexter versus Saxon (que é capturado da forma mais idiota imaginável). A morte do vilão pouco aproveitado também foi um dos ápices deste último episódio, com uma boa química entre os atores Darri Ingolfson (que só sabe arregalar os olhos) e Michael C. Hall. E como já é de praxe, é necessário elogiar a atuação de Jennifer Carpenter como Deb, talvez a única coisa que tenha realmente evoluído nestes últimos anos da série. Uma indicação ao Emmy não seria desmerecida. 

Este foi um final decepcionante para uma série que já foi um dia tão grande. Anos mais tarde, Dexter será lembrada por seu protagonista emblemático, o anti-herói e serial killer do bem, e por suas primeiras temporadas fantásticas, enquanto seus últimos anos, e certamente este final, hão de ser esquecidos.

Obs: a cena do flashback do nascimento do Harrison parece a de um filme b indiano. A peruca de Deb e o "bebê de plástico" Harrisson são escancaradamente falsos.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Game Of Thrones, 30 Rock e American Horror Story lideram as indicações ao Emmy 2013


A Academia de Artes e Ciências Televisivas anunciou na manhã desta quinta-feira, em Hollywood, as produções indicadas ao Emmy Awards 2013, principal premiação da televisão. Apesar de Game Of Thrones, 30 Rock e American Horror Story: Asylum saírem na frente com o maior número de indicações (com 16, 13 e 17, respectivamente), o destaque do dia foram as indicações às séries online da Netflix.

Pela primeira vez na história do Emmy, séries exclusivas da internet receberam indicações ao prêmio. A estreante House Of Cards e a quarta temporada de Arrested Development, duas produções originais da Netflix, somam 12 indicações ao todo. As principais ausências ficaram por conta de The Walking Dead e Dexter, sem nenhuma indicação. 

Representando o Brasil, a carioca Morena Baccarin, intérprete de Jessica Brody, em Homeland, concorre a Melhor Atriz Coadjvante em Série Dramática.


A cerimônia  ocorrerá em 22 de setembro e será apresentada por Neil Patrick Harris, o Barney de How I Met Your Mother.

Confira abaixo a lista dos indicados aos principais prêmios: 

Melhor Série Cômica
30 Rock – NBC
The Big Bang Theory
 – CBS
Girls 
- HBO
Louie
 – FX
Modern Family
 – ABC
Veep 
- HBO
Melhor Atriz em Série Cômica
Lena Dunham – Girls
Edie Falco – Nurse Jackie
Amy Poehler – Parks and Recreation
Tina Fey – 30 Rock
Julia Louis-Dreyfuss – Veep
Laura Dern – Enlightened
Melhor Ator em Série Cômica
Louis C.K. – Louie
Matt Le Blanc – Episodes
Jason Bateman – Arrested Development
Jim Parsons – The Big Bang Theory
Don Cheadle – House of Lies
Alec Baldwin – 30 Rock
Melhor Atriz Coadjuvante em Série Cômica
Maylim Bialik – The Big Bang Theory
Julie Bowen – Modern Family
Sofia Vergara – Modern Family
Jane Krakowski – 30 Rock
Merrit Wever – Nurse Jackie
Anna Chlumsky – VeepJane Lynch - Glee
Melhor Ator Coadjuvante em Série Cômica
Ed O’Neil – Modern Family
Jesse Tyler Ferguson – Modern Family
Ty Burrell – Modern Family
Bill Hader – Saturday Night Live
Tony Hale – VeepAdam Driver – Girls
Melhor Roteiro em Série Cômica
David Crane e Jeffrey Klarik, por Episode 209 - Episodes
Louis C.K. e Pamela Adlon, por Daddy’s Girlfriend – LouieGreg Daniels, por Finale – The Office
Jack Burditt e Robert Carlock, por Hogcock! –  30 Rock
Tina Fey e Tracey Wigfield, por Last Lauch – 30 Rock
Melhor Série Dramática
Breaking Bad – AMC
Downton Abbey - PBSGame of Thrones – HBO
Homeland -
 Showtime
House of Cards – Netflix
Mad Men – AMC
Melhor Atriz em Série Dramática
Vera Farmiga - Bates Motel
Michelle Dockery – Downton Abbey
Claire Danes – Homeland
Robin Wright – House of Cards
Elisabeth Moss – Mad Men
Connie Britton – Nashville
Kerry Washington – Scandal
Melhor Ator em Série Dramática
Bryan Cranston – Breaking Bad
Hugh Bonneville – Dowton Abbey
Damian Lewis – HomelandJon Hamm - Mad Men
Jeff Daniels – The Newsroom
Kevin Spacey – House of Cards
Melhor Atriz Coadjuvante em Série Dramática
Anna Gunn – Breaking Bad
Maggie Smith – Downton AbbeyEmilia Clarke - Game of ThronesMorena Baccarin - Homeland
Christina Hendricks – Mad Men 
Christine Baranski – The Good Wife 
Melhor Ator Coadjuvante em Série Dramática
Bobby Cannavale – Boardwalk Empire
Jonathan Banks – Breaking Bad
Aaron Paul – Breaking Bad
Jim Carter – Downton Abbey
Peter Dinklage – Game of Thrones
Mandy Patinkin – Homeland
Melhor Reality Show de Competição
So You Think You Can Dance
The Amazing Race
Project Runway
The Voice
Dancing With the Stars
Top Chef

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Adeus, Dexter.

(A melhor cobertura nacional dos episódios inéditos e bastidores da série você encontra no Dexter Brasil)

Começou no último domingo a oitava e última temporada de uma das principais séries da década. Baseado nos livros de Jeff Lindsay e adaptado para a TV pelo roteirista James Manos Jr., o programa exibido pelo canal pago americano Showtime surpreendeu o mundo em 2006 com o seu charmoso anti-herói como personagem-título: Dexter Morgan, um serial killer do bem.  


Indicada diversas vezes ao Emmy e ao Globo de Ouro de Melhor Série Dramática, Dexter teve seu auge durante as primeiras temporadas.  O principal motivo do sucesso que dura até hoje é o seu intrigante e complexo protagonista, interpretado com maestria por Michael C. Hall, que já venceu o Globo de Ouro de Melhor Ator pelo papel. A série também ficou conhecida, ao menos nos primeiros anos, pelo seu roteiro caprichado, responsável pelo interessante desenvolvimento da personalidade de Dexter, e também por suas belas locações, já que muitas cenas do seriado se passam nas praias de Miami.



Na trama, após uma marcante tragédia familiar na infância, o perturbado Dexter Morgan desenvolveu um compulsivo desejo pela morte ao longo de  sua juventude. Com a ajuda do pai adotivo, o policial Harry, Dexter consegue aprender a controlar sua ânsia por matar através do "código", no qual somente as pessoas responsáveis por grandes crueldades e assassinatos seriam suas vítimas. 


Assim começamos a acompanhar a história do já adulto Dexter, que torna-se um analista forense especialista em dispersão de sangue. Ao longo da excepcional primeira temporada, conhecemos sua conturbada e excêntrica rotina, na qual se divide  entre um detetive, um assassino e o namorado da meiga (porém irritante) Rita. As nuances e esquisitices do personagem encantaram o público e a crítica, alavancando a série para uma segunda temporada ainda melhor, que colocou em risco a identidade secreta de Dexter. A série seguiu com uma fraca terceira temporada e um ótimo quarto ano, que apresentou ao público o memorável vilão Trinity, e terminou com um dos finais mais chocantes da história da TV. 


Foi a partir de seu quarto ano que a série desengrenou. Não que Dexter tenha ficado ruim, mas algumas infelizes decisões dos roteiristas fizeram a série perder o fôlego em seus três anos seguintes. O fato de os episódios terem tornado-se expositivos demais (as narrações em off do protagonista, antigamente interessantes, pouco acrescentam) e de um inevitável acontecimento ser adiado por muito tempo acabaram tornando Dexter um seriado arrastado, sem a energia e a imprevisibilidade de antes. Até o protagonista perdeu um pouco de sua graça, muitas vezes comportando-se apenas como um mero justiceiro. Felizmente, por outro lado, Jennifer Carpenter, intérprete da irmã de Dexter, Debra, viu seu papel crescer exponecialmente no programa e hoje é um dos grandes pontos positivos da série.

                                                            (Confira o trailer da nova e última temporada)



Após as memoráveis temporadas iniciais e a recente derrocada da série, Dexter chega em seu último ano cercado de expectativa quanto ao destino de seu protagonista (o pôster de divulgação acima que o diga). Agora, a série tem mais 12 episódios pela frente para tentar voltar a ser o grande seriado que já foi um dia, e com o talento de seus protagonistas e um pouco mais de esforço de seus roteiristas, tal feito não é nada impossível.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Renovações e Cancelamentos das Séries - 2013

Como em todos os anos, os meses de maio e junho podem ser considerados os mais marcantes para os fãs de seriados americanos. Além de ser o período em que grande parte das séries da TV aberta exibem os seus aguardados finais de temporada, é também a época em que as principais emissoras estadunidenses (ABC, FOX, CBS, NBC e CW) anunciam seus planos para os próximos meses, cancelando e renovando dezenas de séries.

Assim como em 2012, o Blog Serinema desvenda abaixo qual foi o destino da sua série favorita. Confira as novidades das principais emissoras americanas:


CBS: A emissora mais estável dos Estados Unidos, com os mais sólidos números de audiência, teve poucas surpresas este ano. Todas as suas principais séries foram renovadas, incluindo How I Met Your Mother (para a 9ª e última temporada), Elementary, Hawaii Five-O, 2 Broke Girls, The Mentalist, Mike & Molly e até Two and a Half Men, que cogitava ser cancelada. O sucesso The Big Bang Theory já estava garantido até o ano que vem. Já CSI: Miami, CSY: NY e a decepcionantes Vegas deram adeus ao público e não voltam para novos episódios.




FOX: Ao contrário do ano passado, quando o canal perdeu séries veteranas e promissoras, como House e Alcatraz, desta vez a FOX conseguiu salvar suas maiores atrações. Glee (renovada para mais dois anos), Bones, New Girl, Os Simpsons, Family Guy, e a estreante The Following tem episódios inéditos garantidos. A fraca Touch (com Kiether Sutherland, que agora volta para 24 Horas) e a ótima Fringe são as principais baixas, que tem ainda as estreantes Ben & Kate e The Mob Doctor





NBC: O canal conhecido por sua ótimas comédias foi o que mais perdeu em 2013. A fantástica 30 Rock e a veterana The Office exibiram suas últimas temporadas e a promissora Smash, que teve um dos melhores episódios pilotos ano passado, foi cancelada. As séries novatas também não deram certo: Animal Practice, Guys With Kids e Go On (estrelada por Matthew Perry, de Friends) só duraram um ano. Mas também há boas notícias: a inteligente Community volta para outra temporada, assim como Hannibal, Chicago Fire e Revolution




ABC: Sem grandes cancelamentos, a temporada 2012/2013 foi tranquila para a emissora da Disney. As principais Modern Family, Grey's Anatomy, Castle, Once Upon a Time, Revenge, Nashville, The Middle e Suburgatory voltarão na Fall Season deste ano. As novatas 666 Park Avenue e Last Resort não vingaram e foram canceladas, da mesma forma que Happy Endings, Private Practice e Body Of Proof






The CW: Por último, a menor das emissoras americanas, voltada para o público adolescente, renovou Supernatural, Hart of Dixie, Arrow, Nikita, The Vampire Diaries e The Carrie Diaries. A veterana 90210, nova versão de Barrados no Baile, dos anos 90, foi cancelada após cinco temporadas.  




As séries de TV à cabo Game Of Thrones (HBO) e The Walking Dead (AMC) também foram renovadas. Já Dexter (Showtime) Breaking Bad (AMC) foram canceladas e exibirão suas temporadas finais até o fim do ano. 

terça-feira, 14 de maio de 2013

A mãe de todos os segredos - How I Met Your Mother

(Obviamente, este texto contém spoilers)!

Como já era esperado, a season finale da oitava temporada de How I Met Your Mother, exibida ontem de noite pela CBS, finalmente revelou o grande mistério que pairava sobre a série desde seu primeiro episódio. Após longos oito anos de espera, finalmente conhecemos a mãe dos filhos de Ted Mosby! 




















Ao longo de todas as temporadas até aqui, muitas pistas sobre a "mãe" já haviam sido reveladas, como o seu famoso guarda chuva amarelo e o fato de ela ser uma aluna onde Ted ensinava aulas de arquitetura. No ínicio da temporada que terminou ontem, descobrimos que o aguardado encontro entre o casal aconteceria em uma estação de trem, justamente onde vimos a mãe na última cena de Something New, o episódio exibido exibido ontem.


Apesar da cena em que conhecemos a esposa de Ted ter menos de um minuto, muita coisa pode ser dita sobre este acontecimento tão esperado e que repercutiu no mundo inteiro. A escolha dos roteiristas da série Carter Bays e Craig Thomas de mostrar a nova personagem com uma temporada de antecedência do fim da série (HIMYM já foi renovada para sua nona e última temporada) é um grande acerto e uma ótima notícia para os fãs. Agora que já fomos apresentados à  futura Sra. Mosby, poderemos acompanhar tranquilamente, sem mistérios, o desenrolar da relação entre ela e Ted, apenas descobrindo mais sobre a decisiva personagem e motivos de ambos terem se apaixonado.


Além disso, a "mãe" é uma personagem completamente inédita na série, o que contrariou as fortes especulações de que ela já teria aparecido em algum momento de HIMYM. A atriz que a interpreta, Cristin Milioti, fez algumas participações em séries como 30 Rock e The Sopranos, mas também é pouco conhecida. Muita gente também torceu o nariz para o fato de ela não ser tão "bela" como o imaginado, mas é bom lembrar que How I Met Your Mother é uma série sobre um relacionamento que deu certo, e não um concurso de beleza pra saber quem ficaria com Ted Mosby.

Sobre a escolha da atriz, os roteiristas da série disseram: "Nós não queríamos que a 'mãe' fosse uma grande estrela porque não queríamos que a audiência tivesse outras lembranças de qualquer atriz que fosse. Seria tipo: 'Ah, é a Anne Hathaway, eu acho isso da Anne Hathaway...'. Você está esperando há anos para conhecer essa mulher, e seria como: 'Ah, ele está apaixonado pela Amy Adams, legal, assim como o resto do mundo também está'. A ideia principal era que Ted nunca tivesse visto essa mulher, pois isso seria melhor para a audiência". Muito bem pensado, não?

Gostando ou não, agora é oficial, já temos uma Mother. Sem mais delongas, veja abaixo fotos da (não mais) misteriosa mulher de Ted Mosby e assista ao vídeo de seu inédito aparecimento na série!






How I Met Your Mother volta no segundo semestre para a última temporada. Até lá!

quinta-feira, 25 de abril de 2013

A excelente Bates Motel

(Bates Motel estreia hoje, às 22h, no Universal Channel)!

A revelação do ano (até agora) já tem nome e se chama Bates Motel. Exibida pelo canal pago americano A&E, a série que é prelúdio do filme Psicose estreou com recorde de audiência, foi renovada para a segunda temporada com apenas 4 episódios exibidos e já conquistou milhares de fãs ao redor do mundo. Em julho, a série chega ao Brasil pelo Universal Channel.





















A história de Bates Motel se passa em uma cidadezinha no estado de Oregon, EUA. É para lá que Norma (Vera Farmiga) se muda com o filho Norman Bates (Freddie Highmore) após a morte do seu marido, onde eles passam a ser donos de um misterioso motel. Para os que não reconheceram os nomes citados acima, estes são personagens do aclamado filme Psicose (aquele com uma mulher sendo esfaqueada no banho), do diretor Alfred Hitchcok, na década de 60. A trama da série, um prelúdio para o famoso longa-metragem, foi adaptada para um cenário contemporâneo, com as tecnologias e valores atuais, o que a tornou mais moderna e atrativa.


Para entender o alto nível de qualidade apresentado por Bates Motel, primeiramente é preciso olhar para os créditos do programa. A série é produzida pela dupla Carlton Cuse e Kerry Ehrin, também produtores  respectivamente de Lost e Friday Night Lights, as duas melhores séries da última década na opinião deste blogueiro que vos escreve.  Mas é claro que os dois não são os únicos destaques. Quem vem realmente se sobressaindo em Bates Motel é a dupla protagonista formada pela veterana Vera Farmiga (Amor Sem Escalas, Os Infiltrados) e o jovem Freddie Highmore (A Fantástica Fábrica de Chocolate). Enquanto Farmiga se destaca pela frieza e fragilidade de sua perturbada personagem, Highmore surpreende por espantar qualquer traço da criancinha que vimos em Em Busca da Terra do Nunca e seus outros filmes.  A relação mãe e filho entre os personagens de ambos os atores é intrigante e peculiar, permeada por amor e repulsa, sem dúvida um dos pontos altos da série.


Mas o chama a atenção mesmo em Bates Motel são os grandes mistérios que rondam a série e seus personagens. Ao contrário de muitos dos padronizados programas de TV (lê-se: novelas da Globo), em que todas as informações são rapidamente esfregadas na cara de quem está assistindo (quem é o mocinho, o vilão, o casal romântico, etc), Bates Motel segura o jogo e faz o espectador pensar em diversas possibilidades para tudo o que acontece na série. A cada episódio, detalhes importantes sobre a sombria cidadezinha e a vida de seus moradores vão sendo revelados, acarretando o surgimento de outras dúvidas e mistérios, mas também ajudando na formação de um grande quebra-cabeça. O próprio visual concebido pela produção da série já causa um desconforto no espectador, que logo desconfia que algo está errado. Carros antigos, figurinos ultrapassados, e a cidadezinha bem antiquada geram um ar meio retrô no programa, estabelecendo uma inteligente conexão com o filme de Hitchcock. E apesar de todas as intrigas e mistérios da série, também há um importante espaço para o desenvolvimento dos personagens e de suas emoções, com assuntos como a adolescência e a família sendo explorados de forma recorrente.


Além disso, a trilha sonora melancólica e sempre presente (algo raro de se ver em um programa de TV) em todos os episódios também é uma outra ótima sacada da caprichada produção.


A primeira temporada da série terá apenas 10 episódios, e os seis ótimos primeiros já foram exibidos. Em todos eles, há momentos de tensão e suspense, sempre acompanhados de diálogos bem construídos,  personagens interessantes e ótimas atuações. A segunda temporada, já confirmada para o ano que vem, começa ser filmada no verão americano.


Vamos torcer para que Bates Motel, de fato, torne-se tão inesquecível quanto o lendário filme de Alfred Hitchcok.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Fall Season 2012

Vai começar a melhor época do ano para os fãs das séries americanas. O período chamado de Fall Season, ou temporada de outono, em setembro, marca a estreia de muitas novas séries e o retorno das já veteranas, que ganham novas temporadas. Assim como no primeiro post do blog, o Blog Serinema destaca as principais novidades e os retornos mais aguardados da Fall Season 2012.
















Sem sombra de dúvidas, quem mais chama a atenção este ano é a NBC, canal conhecido por suas ótimas comédias e fracas audiências. Dentre suas principais estreias de 2012, temos Chicago Fire, com o ''Dr. Chase'', de House; Go On, a nova comédia de Matthew Perry, o Chandler de Friends; Hannibal, série sobre o famoso serial-killer; The New Normal, nova comédia de Ryan Murphy, criador de Glee e American Horror Story; e, por fim, a principal estreia, Revolution, a nova aposta (mais uma!) de JJ Abrams, criador de Lost. Os retornos aguardados ficam por conta da quarta temporada de Community e as últimas de The Office e da excelente 30 Rock. Smash, umas das melhores estreias do ano passado, retorna somente em 2013.



E enquanto a NBC apresenta tantas novidades, a ABC retorna para a Fall Season apostando em suas séries já conhecidas e aclamadas: Modern Family, Castle, Suburgatory, Once Upon a Time, Revenge, The Middle e Grey's Anatomy (em sua provável última temporada). As principais novas séries são: 666 Park Avenue, drama sobrenatural com o vencedor do Emmy Terry O'Quinn, o Locke de Lost e The Neighbors, uma ousada sitcom alienígena.


A Fox, que se deu mal na última temporada com os fracassos de Alcatraz e Terra Nova, retorna sem muitas novidades:  o drama The Mob Doctor e as promissoras comédias The Mindy Project e Ben & Kate são as principais estreias. Enquanto isso, Glee, Bones, TouchNew Girl, Family Guy, Raising Hope, Os Simpsons e Fringe, que se despede, voltam com episódios inéditos.   



How I Met Your Mother e Two and a Half Men retornam para suas prováveis últimas temporadas na CBS, que ainda volta com Mike & Molly, 2 Broke Girls, Hawaii 5-O, The Mentalist, The Big Bang Theory, entre outras, para novos episódios. Vegas, épica com Dennis Quaid, e Elementary, cópia da série Sherlock da BBC são as maiores novas atrações.



Por último, a CW, emissora voltada para o público mais jovem estreia a aguardada Arrow, série que contará a história do Arqueiro Verde, famoso herói da DC Comics. Hart Of Dixie, Supernatural, The Vampire Diaries, Nikita e Gossip Girl, que dá adeus, retornam.



Os canais por assinatura da TV americana também voltam com algumas séries: a Showtime traz a segunda temporada de Homeland e a penúltima de Dexter, em 30 de setembro, enquanto a AMC volta com a terceira de The Walking Dead em 14 de outubro. 



Para já entrar no clima, confira abaixo os melhores trailers das novas séries e o calendário com a data da exibição de todas as outras. E boa Fall Season!


Arrow:




Ben & Kate:




Elementary:





01/09 - Doctor Who - BBC

03/09 - Switched at Birth - ABC Family 
10/09 - The Voice - NBC
11/09 - Go On - NBC
          - The New Normal - nova série - NBC
          - Sons Of Anarchy - FX
12/09 - The X Factor - Fox
12/09 - Guys with Kids - nova série
13/09 - Glee - Fox
14/09 - Grimm -NBC
16/09 - Boardwalk Empire - HBO
17/09 - Revolution - nova série - NBC
          - The Mobb Doctor - nova série - NBC
          - Bones - FOX
20/09 - Parks and Recreation - NBC
          - The Office - NBC
          - Up All Night - NBC
23/09 - Treme - HBO
24/09 - How I Met Your Mother - CBS
          - 2 Broke Girls - CBS
          - Hawaii 5-O - CBS
          - Castle - ABC
          - Partners - nova série - CBS
          - Mike & Molly - CBS
25/09 - NCIS/ NCIS: LA - CBS
          - Vegas - nova série - CBS
          - New Girl - FOX
          - Ben & Kate - nova série - Fox
          - The Mindy Project - nova série - Fox
          - Private Practice - ABC
26/09 - Modern Family - ABC
          - The Middle - ABC
          - CSI - CBS
          - Criminal Minds - CBS
          - Law & Order: SVU - NBC
          - The Neighbors - nova série - ABC
          - Guys With Kids - nova série - NBC
          - Animal Practice - nova série
27/09 - The Big Bang Theory - CBS
          - Two and a Half Men - CBS
          - Persons of Interest - CBS
          - Grey's Anatomy - ABC
          - Elementary - nova série - CBS
          - Last Resort - nova série
28/09 - Fringe - Fox
          - CSY: NY - CBS
          - Blue Bloods - CBS
          - Made in Jersey
- nova série - CBS

30/09 - Dexter - Showtime
          - Homeland - Showtime
          - Once Upon a Time - ABC
          - 666 Park Avenue - ABC
          - The Mentalist - CBS
          - The Good Wife - CBS
          - Revenge - ABC
          - Family Guy - Fox
          - Os Simpsons - Fox
02/10 - Raising Hope - Fox
          - Hart of Dixie - CW
03/10 - Supernatural - CW
04/10 - 30 Rock - NBC
08/10 - Gossip Girl - CW
          - 90210 - CW
10/10 - Arrow - CW
          - Chicago Fire - NBC
11/10 - The Vampire Diaries - CW
          - Beauty and the Beast - CW
14/10 - The Walking Dead - AMC
17/10 - American Horror Story - FX
          - Suburgatory - CBS
19/10 - Community - NBC
          - Nikita - CW
26/10 - Touch - Fox

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Dica Serinema: Sherlock

Após um tempo sem aparecer por aqui, a Dica Serinema volta nesta semana para falar sobre uma das melhores séries da atualidade, que vem fazendo sucesso e alegrando aos fãs do detetive mais famoso de todos os tempos.




























A série Sherlock, criada por Steven Moffat e Mark Gatiss, roteiristas da aclamada e também britânica série Doctor Who, traz a famosa história de Sherlock Holmes para a contemporaneidade, adaptando e modificando alguns dos contos criados por Sir Artur Conan Doyle, criador do personagem, em 1887.  Na Londres atual, mais precisamente na famosa rua Baker Street, Holmes e o seu conhecido companheiro John Watson trabalham como consultores detetives, ajudando cidadãos e até mesmo a Scotland Yard, polícia local, na resolução de alguns mistérios e crimes intrigantes. 


Apesar das grandes mudanças feitas em relação aos contos originais, com todo o acervo tecnológico dos dias de hoje (carros, computadores, celulares) que ajudam na investigação dos casos, muitas características da obra original foram conservadas, como o vilão Moriarty, o apartamento 221B em que vivem os personagens, e as próprias histórias, como o Cão dos Baskerville e O Problema Final, que sofreram algumas alterações em seus enredos e ganharam contornos mais modernos.  


O sucesso da série pode ser atribuído principalmente ao seu roteiro brilhante, profundo e imprevisível, que nos leva para dentro da mente de Holmes e nos mostra toda sua engenhosidade para desvendar desde pequenas particularidades até crimes hediondos. A edição e a trilha sonora também se sobressaem, mas o que chama a atenção de fato é a atuação da dupla protagonista. Pouco conhecidos por aqui, Benedict Cumberbatch (Sherlock) e Martin Freeman (Watson) estão excelentes em seus papéis, interpretando de forma extremamente eficaz e dando novos ares aos famosos personagens. O destaque é maior para Cumberbatch, que atua com maestria apresentando toda a sagacidade e inteligência de Sherlock Holmes. Vale lembrar ainda que, além de estarem juntos na série, a dupla de atores também estará presente em O Hobbit, com Freeman no papel do protagonista Bilbo Bolseiro, e Cumberbatch emprestando sua voz ao dragão Smaug.


A série vem sendo constantemente elogiada pelos fãs mais antigos do detetive, que andaram um pouco descontentes com as recentes adaptações cinematográficas do personagem, em 2009 e 2012. Segundo grande parte destes fãs, o programa vem mostrando um lado mais íntimo e inteligente de Sherlock, ao contrário do perfil extravagante e aventureiro apresentado nos cinemas.


O programa é transmitida pela BBC inglesa e já teve duas temporadas, ambas com três (sim, somente três) episódios de uma hora e meia de duração para cada. Pode parecer estranho para aqueles acostumados com os padrões americanos com dezenas de episódios por temporada, mas a pequena quantidade exibida evita o desgaste criativo dos roteiristas, e assim só aumenta a qualidade da série. Além disso, a longa duração de cada episódio em momento algum deixa a série arrastada ou entediante; pelo contrário, é muito bem aproveitada pelo ágil e surpreendente roteiro.



                        

Por fim, além das inúmeras qualidades da própria série, Sherlock também é interessante pelo simples motivo de ser uma série britânica, que foge de alguns exaustivos padrões, valores e até cenários americanos, visto que a série faz um belo tour por Londres. Vale a pena conferir.


Sherlock é exibida pelo canal pago BBC Brasil, que chegou há pouco tempo no Brasil e só está disponível para algumas emissoras.

domingo, 20 de maio de 2012

Review: House - 8x21 - Holding On

"Obrigado, Dr. Wilson". Quando a oitava temporada de House começou, em setembro do ano passado, muitos já haviam desistido da série e outros só continuaram a assisti-la pois já pressupunham que esta realmente seria a sua temporada final. Pois bem, a temporada começou, avançou, pouca coisa aconteceu, muitos abandonaram de vez e o final foi confirmado. Tivemos alguns excelentes episódios lá para o meio da temporada, mas a série logo voltou a sua zona de conforto, com uma apatia irritante, que não criava nada para um final digno ou interessante, após 8 anos de boas histórias. Tudo indicava um fraco desfecho. E foi aí que Wilson apareceu.























A frase entre aspas ali de cima dita por uma das personagens também pode ser dita por mim ou por qualquer fã. Quando tudo apontava para uma despedida decepcionante, eis que surge a notícia do câncer de Wilson, a notícia que parece ter acordado a série, seus personagens e até os próprios roteiristas de que faltavam pouquíssimos episódios para o fim do programa. Desde seu surgimento, vimos ótimos cenas, com descargas emocionais gigantescas vindas de Wilson e até mesmo de House. E neste penúltimo episódio não foi diferente.

Logo que "Holding On" começa, recebemos a confirmação de que o câncer de Wilson realmente se agravou, e o tratamento caseiro realizado no episódio retrasado não adiantou em nada. Como Wilson já havia dito anteriormente, ele não quer sofrimento, palavras de conforto mentirosas nem passar meses de quimioterapia, mas paz e tranquilidade para aproveitar o pouco de vida que ainda lhe resta. A sua dose de "luta pela sobrevivência" já foi esgotada. Obviamente, para não perder seu melhor amigo tão cedo, House usa de todos os seus truques para convencê-lo a tentar se curar, seja drogando-o ou embebedando-o, ineficazmente. Enquanto isso no hospital, a notícia da impendente morte do oncologista já afeta a todos, inclusiva a Foreman, que tenta se tornar o novo "amigo" de House, e é logo sacaneado por este.

Acompanhado pela dor em sua perna durante todos os dias da sua vida, House não entende como o melhor amigo pode deixar de lutar. Como o médico ranzinza deixou bem claro na discussão com Taub, ele acorda com dor todos os dias, ele vive e experencia a dor todos os dias e nunca desistiu. Foi muito bom ver o desabafo do personagem, que em poucas falas consegue expor tudo o que está sentindo e o por quê de tomar certas atitudes ao longo do episódio. Wilson, por outro lado, só precisa de um amigo. De seu único amigo. Alguém para lhe dizer que sua vida valeu à pena, alguém presente que lhe diga que o ama. Que respeite sua decisão. Os diálogos entre os dois são significativos e muito bem construídos em todo o episódio. Como disse o próprio Wilson, a amizade entre os dois sempre foi focada em House e em suas necessidades. Pelo menos a morte de Wilson deve ser focada neste, desconsiderando o fato de que House precisa do amigo pelo maior tempo possível.

Talvez influenciado pela ausência de Chase, não gostei muito do caso desta semana. A equipe não esteve tão entrosada sem seu líder, e os próprios comentários sobre Wilson pouco acrescentaram à trama. Além disso, o paciente tinha lá sua história com o irmão morto e tudo, mas não me interessou nem um pouco descobrir o diagnóstico da sua doença quando tínhamos o melhor amigo de House morrendo ali do lado, como ele mesmo disse. Ao menos, o caso serviu para estabelecer uma relação entre os dois moribundos, quando o paciente, assim como Wilson, desiste de sua vida, tenta se matar, e logo depois é quase morto por House, ensandecido como não o víamos há muito tempo.

A volta de Thirteen fez muito bem aos olhos, mas também pouco acrescentou ao episódio: uma conversa com Wilson sobre a morte iminente, e outra com House. E só. Semana que vem tem Jennifer Morrison. Felizmente, quem cumpriu o papel de "bom aconselhador" da semana foi Foreman, com aquele belo discurso no final que leva Wilson a pensar se não vale a pena sacrificar-se por aqueles que amamos e que precisam de nós. House e Wilson estão sozinhos no mundo, e foi realmente emocionante assistir a aceitação de ambos no fim do episódio, que resulta na entrega de Wilson aos cinco meses de vida que lhe restam, sem tratamento, sem quimio, somente acompanhado do melhor amigo.

E aí, quando tudo parecia estar se acertando, deu ruim. Pegando de surpresa a todos que achavam que mais uma das brincadeiras de House não resultaria em nada, eis que ele é acusado de vandalismo por ter jogado os convites de Foreman na descarga, o que causou um alagamento no hospital e fez sua condicional ser afetada. Agora, House precisa cumprir mais 6 meses de cadeia, quase a mesma quantidade de tempo de vida que resta a Wilson. Um ótimo cliffhanger que deixou todos ainda mais ansiosos para o series finale da semana que vem. E um final feliz me parece bastante improvável.

Falta um. Só mais um.

domingo, 13 de maio de 2012

Renovações e Cancelamentos das Séries - 2012

O mês de maio pode ser considerado o mais marcante do ano para aqueles que gostam de assistir e acompanhar diversos seriados. Além de ser a época em que a maioria das temporadas atingem seu clímax e são encerradas, é também o período em que as principais emissoras  estadunidenses (ABC, CBS, NBC, FOX e CW) anunciam seus planos para os próximos meses, renovando e cancelando programas. É um momento tenso e ao mesmo tempo divertido, no qual a expectativa dos fãs é imensa e grandes campanhas virtuais são criadas a favor da renovação de alguma série.




Continuando a tradição, o mês de maio deste ano vem repleto de renovações e cancelamentos bombásticos, com destaque para o fracasso de Alcatraz e a salvação de Fringe. Fique por dentro das novidades de cada emissora abaixo:


CBS: A emissora é talvez a mais estável dos EUA, com muitas renovações e poucos cancelamentos, e provavelmente por isso anunciou suas séries já no início de março, bem antes dos outros canais. Mike and Molly, Hawaii Five-0, The Mentalist, NCIS, NCIS: LA, 2 Broke Girls, Blue Bloods, Persons of Interest, CSI, CSI: NY Criminal Minds foram renovadas, além das veteranas How I Met Your Mother e The Big Bang Theory, que já estão garantidas até a oitava temporada. O grande mistério do canal era o destino de Two and a Half Men, que também acabou sendo renovada para o seu provável ano de despedida. Os cancelamentos ficaram por conta de A Gifted Man, Rob, Unforgettable, CSI: MIAMI e NYC 22.


FOX: Aqui a coisa ficou feia. Já não bastasse o cancelamento de House, uma das maiores séries da história do canal, a estreante Alcatraz, criada por JJ Abrams, sobre uma ilha misteriosa (te lembra algo?), fracassou em crítica e público e foi cancelada após somente 13 episódios. Além destas, a decepcionante Terra Nova, junto com I Hate My Teenage Daughter, Breaking In e The Finder também se despedem da TV. Por enquanto, as renovações mais importantes ficaram por conta de Glee, Bones, da boa New Girl, da assístivel Touch, estrelada por Kiether Sutherland, o eterno Jack Bauer, e da ótima Fringe, renovada para sua última temporada.


NBC: A emissora mais injustiçada dos Estados Unidos, na minha opinião, com ótimas série e audiências medíocres, também vem cheia de novidades. Uma das melhores estreias do ano, Smash, já foi renovada, mas só volta ano que vem; 30 Rock, aclamada sitcom, foi renovada para sua última temporada; e Community, a melhor comédia da atualidade, também voltará, mas com número de episódios reduzidos. Grimm, The Voice, Parks and Recreation, Parenthood, Up All Night, The Office e Law and Order: SVU ganharam novas temporadas, enquanto Are You There, Chelsea ?, The Firm, AwakeHarry's Law e a divertidíssima Chuck foram canceladas.


ABC: Sem grande mudanças, a emissora ainda tem algumas séries pendentes, mas renovou grande parte delas: Grey's Anatomy, RevengeModern FamilyThe MiddleSuburgatoryHappy EndingsOnce Upon a Time, Castle, Body of Proof, Private Practice e Scandal. Por outro lado, as novatas Pan AmThe River e Missing deram adeus. Cougar Town, com Courteney Cox, de Friends, também foi cancelada pela ABC, mas salva pela TBS, uma outra emissora americana que prosseguirá com a série.


CW: O canal mais voltado para o público adolescente cancelou The Secret Circle e Ringer pelo fraco índice de audiência das duas, mesmo com o baixo padrão da emissora. Já Supernatural, Hart of Dixie, The Vampire Diaries, 90210, Nikita e Gossip Girl foram renovadas, esta última para a temporada de despedida.


Como já foi dito no primeiro post deste blog, é interessante analisar a grande diferença entre as redes de TV americana e brasileira, já que lá as variadas séries competem diariamente por um ponto de audiência, enquanto aqui assistimos novelas e novelas com pouca concorrência e temas sempre parecidos. A explicação para isso encontra-se no ínicio da era da televisão, quando as emissoras estadunidenses basearam suas programações no forte e ascendente cinema americano da época, enquanto as nacionais procuraram seguir o mesmo modelo do rádio, que já transmitia muitas novelas. Por isso, até hoje, elas são preferência nacional.


E você, prefere séries ou novelas? E quanto a sua série favorita, foi renovada? A partir deste mês, as principais séries entram em recesso e voltam somente na Fall Season 2012, ao fim de setembro. Até lá!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Review: House - 8x16 - Get Check

Cada vez mais próximo de seu fim, House apresenta novamente um episódio mediano, sem novidades, surpresas ou qualquer acontecimento que indique um rumo para o (grande?) series finale da série. É um pouco angustiante perceber que a série nem se esforça em desenvolver algum arco interessante, somente continuando a atuar em sua já ultrapassada zona de conforto, em que vemos quase sempre a mesma coisa. 























(spoilers abaixo)

Em ''Get Check'', mais uma vez assistimos ao nosso médico brincalhão utilizando de suas artimanhas e jogos mentais para enganar seus companheiros de trabalho. Ao notar uma preocupação de Wilson com o futuro de sua vida e fato deste último não ter filhos, House inventa uma ligação de 11 anos atrás, em que uma ex-namorada de Wilson avisa que está grávida, e afirma que decidiu esconder a notícia de seu melhor amigo. Após a descoberta, Wilson conhece seu filho e ambos logo se aproximam intimamente. O resultado disso tudo pode até ter surpreendido alguns, mas aqueles que acompanham a série ao longo destes 8 anos certamente suspeitaram ou sacaram rapidamente o que estava acontecendo. O garoto era um ator. House o contratou somente para pregar uma peça em Wilson e ensina-lo sobre as dificuldades de ser pai. Fim. Seria bem interessante assistir a isso tudo lá pela segunda ou terceira temporada, no auge da série, quando só nos surpreendíamos. Agora, na reta final do programa, o efeito já não é mesmo, nem de perto.


Para piorar, ao contrário do último paciente, nem o caso da semana ajudou muito. Todavia, apesar já ser um plot batido e ter acrescentado pouca coisa ao episódio, o caso do moribundo jogador de hóquei porradeiro foi eficiente em explorar a personalidade de Taub. O personagem vem sendo bastante trabalhado nesta temporada, e surpreendentemente não tem irritado muito, se comparado às temporadas anteriores. Talvez por não mostrarem muito sua vida fora do hospital, os roteiristas vem desenvolvendo-o de forma interessante acertando nesse ponto.


A relação entre Chase e Park também vem gerando alguns bons frutos, principalmente com a forçada tensão sexual que House vem provocando em ambos os personagens. Suas participações e interações neste episódio, em que Park se muda com sua avó para o apartamento de Chase foram boas para mostrar um amadurecimento da (cada vez menos chata) asiática e por ter lembrado um pouco o nosso médico galã do que é ter uma família.


O episódio em si não pode ser considerado ruim, o maior problema é a quebra de expectativa que certamente as maiores dos fãs estão sentindo semana a semana. Por já termos visto tantos ótimos finais de temporadas, com reviravoltas completamente inesperadas, fica aquele gostinho de 'esperava mais'. Felizmente, nem tudo está perdido e ainda faltam alguns poucos episódios. Continuemos esperando.


 Obs: ainda aposto em um relacionamento romântico entre Chase e Adams.