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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Bling Ring - A Gangue de Hollywood

Após sua morna recepção no Festival de Cannes de 2013, o filme que com certeza chegaria direto em DVD em território nacional, não fossem os nomes da diretora Sofia Coppola e da atriz Emma Watson nos créditos, estreou nas telonas brasileiras há cerca de duas semanas. Bling Ring - A Gangue Hollywood retrata com fidelidade a considerável despretensão e extravagância da vida adolescente nos luxosos bairros de Los Angeles.

O longa, baseado em fatos reais, narra a história de um grupo de cinco "amigos" hollywoodianos que começa a assaltar a casa de artistas famosos. Paris Hilton, Lindsay Lohan e Orlando Bloom são algumas das vítimas dos jovens, que levam roupas, sapatos e outros zilhões de objetos que juntos chegam ao valor de três milhões de dólares. Entediados, superprotegidos e incontroláveis, o quinteto de amigos interpretado pelos atores Claire Julien, Taissa Farmiga, Katie Chang, Israel Broussard e Emma Watson aspira ao mundo da fama sem qualquer peso na consciência, se é que eles tem alguma.  

Apesar da premissa interessante e da abordagem do assunto que deu o que falar em 2009, quando os roubos ocorreram, o grande problema do filme é a sua própria trama. Praticamente tudo o que o acontece na tela nós já sabemos somente assistindo ao trailer. Adolescentes "filhinhos de mamães e papais" que tem todo o dinheiro e a liberdade do mundo para fazerem o que quiserem em um dos lugares mais chiques do planeta. Em um determinado momento do filme, começam os roubos, que só aumentam o fascínio dos personagens pelo glamour das celebridades e suas mansões (sempre desprotegidas) e acabam aumentando a vontade por mais invasões de domicílios e furtos. E é só isso. Um, dois, três assaltos e o espectador já está cansado de tantos closets, jóias, festas, bebidas e drogas. Como também já sabíamos anteriormente, uma hora inevitavelmente algo sai errado. As consequências são apresentadas, e o filme fica por aí.

Sofia Coppola, a diretora do filme e filha de Francis Ford Coppola, responsável pela histórica trilogia O Poderoso Chefão, até tenta dinamizar a narrativa com planos diferenciados, às vezes em um estilo documental. A trilha sonora composta por rap e músicas eletrônicas e as barulhentas e agitadas cenas em festas e boates também ajudam no retrato da juventude descontrolada, sem limites ou censura. Curiosamente, aqui não podemos reclamar dos personagens mal desenvolvidos ou vazios porque eles realmente representam seres humanos "mal desenvolvidos e vazios". Entretanto, é preciso destacar a atuação de Emma Watson (aqui sem o seu marcante sotaque britânico), que mostra-se uma atriz versátil e avança mais um passo no difícil desvencilhamento de sua imagem como Hermione

Apesar de passar longe de outros trabalhos da diretora, como o ótimo Encontros e Desencontros, Bling Ring tem como grande ponto positivo sua veracidade. Mas ao fim da projeção, é difícil não se perguntar se um longa-metragem sobre os eventos ocorridos era realmente necessário.  

Nota: 7.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

10 Filmes Imperdíveis do Verão Norte-americano

Entre os meses de maio e agosto, anualmente, ocorre a temporada de verão do cinema norte-americano. Devido às férias escolares e universitárias, os principais filmes e superproduções do ano são lançados neste período, tornando-se facilmente o mais lucrativo para os estúdios hollywoodianos, que chegam a arrecadar cerca de 40% de sua receita anual só nesta época.

Desde o início da temporada deste ano, aguardados longa-metragens como Se Beber Não Case 3 e O Grande Gatsby já foram exibidos, além do gigantesco sucesso Homem de Ferro 3, que abriu a safra das superproduções de 2013. Para não ficar de fora da próximas grandes atrações, o Blog Serinema preparou uma lista com 10 filmes promissores que chegam às telonas até agosto. Confira abaixo: 


10 - Percy Jackson e o Mar de Monstros

Apesar de seu antecessor, Percy Jackson e o Ladrão de Raios (2010), não ter se saído muito bem nas bilheterias, a Fox decidiu apostar na franquia. O Mar de Monstros é o segundo livro da bem-sucedida saga literária Percy Jackson, escrita por Rick Riordan. O trio principal de atores composto por Logan Lerman, Alexandra Daddario e Brandon T. Jackson retorna para seus papéis, e Thor Fredudenthal dirige. Chris Columbus, diretor do primeiro filme (e dos dois primeiros Harry Potter) agora é o produtor. Estreia dia 16 de agosto.




9 - Wolwerine - Imortal 

Após o decepcionante X-Men Origins: Wolverine, o maior herói dos famosos mutantes tem o seu segundo filme solo, que desta vez se passa após o último longa da trilogia original, no Japão. Estrelado novamente pelo vencedor do Globo de Ouro Hugh Jackman e dirigido por James Mangold (Johnny & June), Wolverine - Imortal estreia dia 26 de julho. 




8 - O Lugar Onde Tudo Termina

Em alta no mercado cinematográfico (e entre as mulheres), Ryan Gosling estrela um filme que promete muito drama e violência, ao melhor estilo noir do ótimo Drive (2011), também protagonizada por ele. No filme, Gosling interpreta Luke, um jovem pai de família que passa a cometer crimes para sustentar seu filho recém-nascido. Os astros Bradley Cooper (O Lado Bom da Vida) e Eva Mendes (Velozes e Furiosos 5) também estrelam.





7 - Bling Ring: A Gangue de Hollywood

Estrelado por ninguém menos do que Emma Watson (a eterna Hermione, da saga Harry Potter), Bling Ring conta a história de um grupo de adolescentes foras-da-lei que aplicam uma séries de golpes em casas de celebridades, como as de Paris Hilton e Lindsay Lohan. O longa, dirigido por Sofia Coppola, foi bastante elogiado em sua exibição do Festival de Cannes, e estreia em 12 de julho.




6 - Meu Malvado Favorito 2 

Umas das animações mais esperadas do ano (por jovens e adultos), Meu Malvado Favorito 2 estreia dia 12 de julho. O filme segue acompanhando as aventuras do criminoso Gru e seus aliados (fofos e amarelos), os Minions, contra vilões do mundo inteiro. Steve Carrel, Jason Segel e Ken Jeong estão entre os dubladores.





5 - Guerra Mundial Z 

Baseado no livro 'Worl War Z: An Oral History of the Zombie War", o filme conta a história da luta de Gerry Lane (Brad Pitt) e do resto da humanidade contra uma pandemia zumbi que vem dizimando a população da Terra. O longa sofreu diversas problemas em sua produção, inclusive brigas entre Brad Pitt e Marc Foster, o diretor, e também passou por alterações no roteiro e refilmagens. Além disso, a computação gráfica utilizada nos zumbis também vem gerando bastante discussão. Estreia: 28/06/2013.




4 - Círculo de Fogo

O novo filme do aclamado diretor Guillermo Del Toro (O Labirinto do Fauno) vem sendo motivo de preocupação entre alguns fãs. Os trailers exibidos até aqui mostram muita pancadaria e pouco conteúdo na história sobre os robôs criados pelos humanos para combater os Kaiju, monstros que ameaçam a humanidade. Entretanto, o ótimo currículo de Del Toro é motivo de confiança para mais uma grande obra do diretor. Círculo de Fogo chega aos cinema em 9 de agosto.




3 - Universidade dos Monstros

Depois de mais dez anos de espera pela continuação de Monstros S.A (2001), finalmente é a hora de Mike e Sulley retornarem aos cinemas, agora em 21 de junho. O novo filme dos monstros mostra como ambos se conheceram e se tornaram melhor amigos na época da faculdade, antes dos eventos ocorridos no filme de 2001. A parte ruim da história é a provável ausência da querida Boo, que certamente não será esquecida, mas também não deve aparecer muito no longa.






2 - Além da Escuridão: Star Trek

O novo filme da franquia Jornada nas Estrelas é o segundo dirigido por JJ Abrams, que também foi o responsável pelo reboot da saga com o surpreendente e brilhante Star Trek, em 2009. Agora, o visionário diretor expande os rumos da história, que promete mais drama e muita, muita ação. O filme foi bem recebido pela crítica lá fora e teve os melhores trailers do ano até aqui. Com cerca de um mês de atraso em relação a estreia nos EUA, o filme estreia nesta sexta aqui no Brasil.




1 - Superman: O Homem de Aço

E o filme mais aguardado do verão norte-americano fica com o maior super-herói de todos os tempos. Após o fracasso de público e crítica de Superman - O Retorno (2007), o novo filme do super-homem agora é comandado pelo competente Zack Snyder (Watchmen), que tem a díficil missão de renovar a franquia e o personagem do homem de aço, datado de "chato" e "bonzinho demais". O filme custou cerca de 200 milhões de dólares e a expectativa em torno de sua bilheteria é altíssima, visto que um novo fracasso eliminaria as chances de novas adaptações por um bom tempo. Também com um grande atraso em relação aos EUA, O Homem de Aço será lançado em 12 de julho.




sábado, 2 de fevereiro de 2013

Os Miseráveis

Após quase dois meses da estreia nos Estados Unidos, enfim chegou às telas brasileira nesta sexta (1) o musical super-produzido Os Miseráveis. Criada pelo escritor francês Victor Hugo em 1862, a obra, que já teve várias adaptações ao cinema, desta vez é dirigida por Tom Hooper, vencedor do Oscar em 2010 por O Discurso do Rei. O Blog Serinema já assistiu e conta abaixo um pouco sobre o filme.





















Ambientado na paupérrima França do século XIX, o longa conta a história de Jean Valjean, um condenado à prisão que consegue sua liberdade e vive na miséria. Ao ser acolhido por um padre, o personagem tem sua vida mudada e consegue crescer financeiramente, tornando-se prefeito de Montreuil-sur-Mer. Enquanto isso, junto à trama principal, a França vive um período tenso e miserável entre as Batalhas de Waterloo e os motins de 1832.


Aqueles que buscam um filme tradicional sobre guerras e revoluções podem sair decepcionados ou até antes da sessão terminar: em suas 2h38 de exibição, praticamente todas as cenas são cantadas, com quase nenhum diálogo, o que proporciona ao filme um tom bastante teatral. Todo o desenvolvimento dos personagens ocorre através das inúmeras canções entoadas, o que por vezes torna o filme cansativo e arrastado até para os maiores apreciadores de musicais. Apesar disso, o roteiro do filme consegue explorar a trama de forma bastante realista, abordando em grande parte do tempo temas como a justiça social e os direitos civis. 


Um dos pontos mais interessantes de Os Miseráveis é que as músicas foram todas gravadas no set de filmagem e não em estúdios de gravação, deixando as atuações dos atores mais verdadeiras e menos encenadas. É claro que, com isso, alguns dos atores se saem melhor do que outros: Anne Hathaway (Fontine), que certamente vai levar o Oscar, consegue provocar  lágrimas e arrepios com seu "I Dreamed a Dream", enquanto Hugh Jackman, que já tem experiência em musicais, também arrasa durante todo filme, principalmente em uma das sequências iniciais. Russel Crowe, entretanto, que já levou o Oscar em Gladiador, parece estar no papel errado e encontra dificuldades para alcançar algumas notas. 


O elenco de peso conta ainda com Amanda Seyfried (Cosette), a dupla Helena Bonham Carter e Sacha Baron Cohen (alívio cômico do filme) e a pequena criança Daniel Huttlestone (Gavroche), que protagoniza uma das cenas mais emocionantes da película. Além das ótimas performances, vale a pena destacar também a fotografia de Danny Cohen (que também levou o Oscar por O Discurso do Rei), a direção de arte (os cenários são espetaculares) e os figurinos, além, é claro, da linda trilha sonora que acompanha o filme em toda sua duração. A direção de Tom Hooper, entretanto, vem dividindo opiniões devido a alguns enquadramentos diferenciados, como os ínúmeros close-ups nos atores quando estes estão cantando, o que parece estranho em algumas cenas.


Com uma produção grandiosa, oito indicações ao Oscar e atuações irretocáveis, Os Miseráveis é um ótimo filme que não agradará a todos por sua fórmula pouco convencional. Ainda assim, o filme emociona como poucos e pode fazer até os mais durões saírem do cinema sensibilizados com seu tocante final, mesmo que estes não queiram ouvir alguém cantando qualquer tipo de música por um bom tempo.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada

Finalmente chegou o grande o dia pelo qual os milhões de fãs das histórias de John Ronald Reuel Tolkien estavam esperando. Após longos anos de espera e muitas complicações na produção do filme (com direito a falência da MGM, acordos jurídicos pelos direitos de filmagem e troca de diretores), eis que a primeira parte de O Hobbit chega aos cinemas hoje, 14 de dezembro. E como é bom voltar à Terra-Média! O Blog Serinema já assistiu ao filme e conta, sem spoilers, mais detalhes logo abaixo:



















Ambientado 60 anos antes dos eventos ocorridos em O Senhor dos Anéis, a história de O Hobbit conta como Bilbo, Gandalf e mais treze anões partiram em busca da retomada da cidade de Erebor, antigo reino dos anões, perdida em batalha para o perigoso dragão Smaug, que agora domina a cidade. Como as comparações entre O Hobbit e O Senhor dos Anéis são inevitáveis, é importante esclarecer alguns pontos: em primeiro lugar, O Hobbit é um livro infanto-juvenil, que Tolkien escreveu para seus filhos, anos antes de sequer pensar em continuar a história. Devido ao sucesso do livro e à pressão de todos os fãs por novas aventuras, o autor desenvolveu  e expandiu todo o seu universo já criado, e aí sim surgiram as três partes de O Senhor dos Anéis. Como foi dito anteriormente, O Hobbit é um livro infanto-juvenil, curto, sem muito aprofundamento nos personagens e mais leve e divertido. Por isso, não vá ao cinema esperando assistir a um filme no mesmo tom de O Senhor dos Anéis: a adaptação cinematográfica de O Hobbit também é mais leve, divertida e menos sombria, e até mais séria que o livro. Prova disso é o grande propósito da história: enquanto no livro Gandalf e cia. saem do Condado em busca de tesouros e vingança, no filme o foco é muito maior na reconquista do reino perdido dos anões e de sua antiga moradia. Existem cenas de cantoria e puro entretenimentos visual durante o longa que vão agradar muito aos leitores do livro.


A fidelidade ao livro, por sinal, foi mais uma vez por carinhosamente respeitada pelo diretor Peter Jackson e sua equipe de roteiristas. A chegada de Gandalf ao Condado com seu "Bom dia!", o problema com os trolls, o memorável jogo de adivinhas entre Bilbo e Sméagol e muitos outras partes foram perfeitamente adaptadas ao cinema, e isso é muito raro de se ver. É claro que algumas situações foram modificadas, como as aparições de Radagast, do Necromante e do orc Azog, que pouco são mencionados no livro, mas tais mudanças somente dão um maior propósito ao filme e o deixam mais coerente. 


Com a divisão do livro em três filmes, é claro que Peter Jackson explora com mais calma os personagens e o universo de Tolkien. Apesar de fãs mais fervorosos, como eu, aprovarem tudo o que aparece em cena e nem sentir o tempo passar, é compreensível que alguns reclamem do filme se arrastar em algumas partes. Talvez o maior ponto negativo do longa seja sua longa duração (2h40), visto que algumas cenas poderiam ser mais "enxugadas", ou colocadas na versão estendida do filme que sairá no ano que vem. 


Já as atuações são um show a parte. Martin Freeman nasceu para interpretar Bilbo Bolseiro e está perfeito na pele do hobbit. Seus trejeitos, sua aparência e até o modo de andar, tudo é exatamente como qualquer um que leu o livro o imaginou. Ian McKellen também se diverte novamente no papel de Gandalf, O Cinzento, e Richard Armitage também está ótimo e constrói uma imagem determinada e forte de Thorin. Isto sem falar na emoção que eu e muitos outros certamente sentimos ao ver Elijah Wood como Frodo, Ian Holm como o velhor Bilbo e Hugo Weaving como Elrond, exatamente como estavam há mais de 10 anos, na época de O Senhor dos Anéis. Mas quem rouba a cena, novamente, é Gollum. A melhor criatura já criada por computação gráfica atinge níveis inimagináveis de realidade e é digitalmente perfeito. Andy Serkis mais uma vez fez um trabalho sensacional interpretando seus movimentos: mais enlouquecido e divertido, Sméagol protagoniza uma das melhores cenas do filme quando "brinca" com Bilbo. 


E já que estamos falando de Sméagol, é seguro afirmar que O Hobbit, como era esperado, é tecnicamente  revolucionário. Para quem não sabe, o cinema atual é todo filmado em 24 quadros por segundo, ou seja, 24 "fotos", que passadas diante de nossos olhos durante um segundo, formam uma imagem que parece estar em movimento. Acontece que O Hobbit, pela primeira vez na história, foi filmado em 48 fps, o dobro de quadros por segundo que o olho humano está acostumado, o que garante uma imagem muito mais próxima da realidade. Alguns críticos reprovaram o uso da nova técnica, afirmando que o olho humano não se acostuma a tal movimentação e que a imagem parecia rápida demais, enquanto outros aprovaram a inovação e disseram-se encantados com a tecnologia. A Warner, com medo de um marketing negativo, resolveu exibir o novo formato somente em algumas salas ao redor do mundo, e felizmente algumas delas estão aqui no Brasil, como no UCI NYCC e no Cinemark Downtown. Assisti ao filme no formato inovador e posso afirmar, sem sombra de dúvida, que o visual do filme é inacreditável e que temos aqui o melhor 3D desde Avatar. É verdade que há um estranhamento inicial durante os primeiros minutos, mas o que vem depois é fantástico: a impressão é de se estar olhando para uma janela ao invés de uma tela, tão realista que é a imagem. A fotografia do filme, a direção de arte e os efeitos visuais fazem da Terra-Média um lugar que beira a realidade, e cada detalhe, cada folha ou inseto parece saltar da tela do cinema. Por fim, a trilha sonora de Howard Shore mais uma vez encanta com as já conhecidas melodias e os novos temas.   


Voltar ao universo da Terra-Média é como voltar para casa depois de um longo tempo e reencontrar os amigos. Foram anos torcendo pela estreia do filme, e assistir tudo o que esperávamos se tornar realidade de uma maneira tão bela é emocionante. O Hobbit é um filme que todos os fãs que gostaram de O Senhor dos Anéis irão amar, e todos os que não gostaram irão odiar mais ainda. Com personagens carismáticos, um roteiro bem adaptado e a parte técnica que dispensa comentários, Uma Jornada Inesperada inicia a nova trilogia de Peter Jackson de forma excelente. A segunda parte, chamada A Desolação de Smaug, estreia em dezembro de 2013. Até lá! 

domingo, 29 de abril de 2012

Crítica: Os Vingadores

Maior lançamento da história da Disney em território brasileiro, Os Vingadores estreou na última sexta-feira lotando as salas de cinema e enchendo os cofres hollywoodianos. O filme, que só estreia nos Estados Unidos no dia 4 de maio, era um dos mais esperados blockbusters deste ano, e vinha gerando grande expectativa desde que o primeiro Homem de Ferro foi lançado em 2008. Para a felicidade de todos, quando muita coisa podia ter dado errado, o resultado é excelente. 






















Digo que muita coisa poderia sair errado pelo grande número de estrelas que o filme tinha em seu elenco, pelo diretor com pouca experiência no cinema e pela possível premissa de muita pancadaria e pouca história ao longo das mais de 2h de filme. Surpreendentemente, nenhum dos prováveis problemas acima se concretiza, e o que vemos são ótimas atuações, uma direção melhor ainda e também uma boa trama. Nela, um grupo de super heróis é convocado pela "agência de paz" SHIELD para livrar a Terra da destruição proposta por Loki, o irmão "adotado" de Thor.


Os Vingadores é, sem dúvidas, um dos melhores filmes sobre super-heróis já produzido, talvez perdendo somente para Batman - O Cavaleiro das Trevas. É certo também que grande parte deste mérito deve-se ao pouco experiente diretor Joss Whedon, que soube trabalhar todos os  difíceis personagens corretamente e conduziu a narrativa de forma brilhante. Nick Fury, Thor, Homem de Ferro, Capitão América, Hulk, a Viúva Negra e até mesmo o Gavião Arqueiro tem o seu momento de destaque no filme, todos com suas motivações, preocupações e poderes especiais. Nenhum herói é ofuscado pelo outro. Além disso, mesmo lutando contra um inimigo em comum, as desavenças entre eles são constantes ao longo do filme, como era de se esperar com tanta gente poderosa junta: "Não somos um time, somos uma bomba-relógio", disse Bruce Banner, o Hulk. O grande elenco também dá conta do recado, com destaque para o sempre carismático Robert Downey Jr. (Homem de Ferro); Mark Ruffalo, o novo Hulk; e o vilão Loki (Tom Hiddleston), talvez o melhor em cena.


Como não poderia ser diferente, as cenas de ação e os efeitos especias são impressionantes do início ao fim. Os uniformes, as armas e a cenas de luta são bem detalhadas, e nada é exagerado ou confuso (aprendeu, Transformers?). Destaque para os últimos 30 minutos de filme, quando vemos Nova York sendo completamente destruída pelo exército de Loki (repare na tomada sem cortes que mostra todos os heróis em diferentes lugares da cidade, é de fazer chorar). Além disso tudo, o filme ainda reserva um grande lugar para o humor, sempre presentes nas brigas entre os super poderosos e até mesmo no meio das batalhas, principalmente com o monstro verde.


O ponto mais fraco do longa é o 3D, que pouco acrescenta ao visual do filme, mas que também não chega a ser ruim. Fora isso, Os Vingadores é um filme para todos os gostos, com uma história coerente, cenas de ação sensacionais e até vários momentos engraçados, com certeza um marco na história dos filmes de super heróis. A Marvel Studios, que não detém os diretos de produção das franquias X-Men e Homem Aranha, acertou em cheio na construção da narrativa em todos os filmes dos personagens principais, superando-se em Os Vingadores. Que venha a continuação.

Ah, e se eu fosse vocês ficava no cinema até a metade dos créditos !

quarta-feira, 28 de março de 2012

Dica Serinema: Os Muppets

Acaba de chegar nas locadoras de todo o Brasil uma das melhores comédias de 2011. Acompanhados de um elenco estelar e um roteiro eficaz, os amados Muppets retornam ao mundo da fama em um filme recomendado para todas as idades.


                                                                                                                                                                    

O Muppet Show, criado na Inglaterra, em 1976, por Jim Henson, era um show de espetáculos apresentado pelos próprios Muppets (personagens em fantoches), recheado de músicas, paródias e piadas, sempre com um convidado especial humano a cada novo programa. Apesar de voltado para o público infanto-juvenil, o show ficou marcado pelo seu estilo ultrajante e espontâneo, pois os próprios bastidores do evento eram mostrados, com os Muppets comendo, xingando e até mesmo brigando entre si e atrapalhando ao próprio espetáculo.


Algumas décadas depois, entretanto, os Muppets estão esquecidos. Enquanto alguns adultos pouco se lembram do Sapo Caco, Miss Piggy e cia, muitas crianças nem tiveram a oportunidade de conhecer as marionetes que, se comparadas às computações gráficas atuais, podem ser consideradas ultrapassadas. Incomodado com o abandono de criaturas tão queridas em sua infância, o ator Jason Segel (da série How I Met Your Mother) procurou a Disney para desenvolver um projeto sobre a volta dos Muppets. Após muita persistência, Segel conseguiu a permissão para um novo filme, que ele mesmo produziu, roteirizou e atou como um dos protagonistas.


Na nova trama, Gary (Jason Segel), sua noiva (Amy Adams) e seu irmão Walter (um futuro Muppet) decidem deixar sua vida tranquila em Smalltown para visitar Los Angeles, onde se localizava o tão famoso estúdio e teatro dos Muppets. Todavia, o trio encontra o local completamente abandonado, e de quebra ainda descobre o plano do empresário Tex Richman (Chris Cooper) de demolir o local para a exploração de petróleo. Assim, da mesma forma que Jason Segel lutou pela produção do filme, os Muppets precisam reunir-se novamente e batalhar para salvar sua antiga casa de espetáculos.



É interessante notar o humor irônico e moderno criado pelos roteiristas Jason Segel  e Nicholas Stoller. Durante sua longa jornada a fim de reunir os dispersos Muppets e recuperar seu estúdio de sucesso, os fantoches reconhecem que estão velhos, esquecidos e ultrapassados, mas não deixam de brincar com isto. Piadas com o orçamento do filme, sátiras à cultura de entretenimento atual e tiradas sobre a idade avançada de seus antigos fãs só deixam o filme ainda mais divertido e ressaltam a essência do programa das marionetes.


Outro ponto alto do filme são os diversos artistas famosos que fazem pontas no filme: Jack Black, Selena Gomez, Jim Parsons, Neil P. Harris, Dave Grohl (do Foo Fighters) e Emily Blunt (retornando ao seu  papel de O Diabo Veste Prada) são só algumas das inúmeras participações especiais do longa. Até mesmo Lady Gaga e Katy Perry gravaram cenas, mas foram cortadas na hora da edição final, e só aparecem nos extras do DVD.


Com uma narrativa animada e bem desenvolvida, o filme traz os Muppets ao mundo moderno sem  esquecer de seus elementos principais, com as costumeiras músicas e piadas, em um filme divertido e capaz de agradar a todos os públicos. O longa foi bem nas bilheterias, venceu o Oscar de Melhor Canção Original (com a música 'Man or Muppet', que concorria com a de Rio) e já garantiu uma sequência cinematográfica com previsão de estreia no próximo ano. Para a alegria dos antigos e novos fãs, ficamos na espera por novas aventuras das marionetes que nunca deveriam ter sido esquecidas.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Dica Serinema: Pulp Fiction


A Dica Serinema desta semana fala sobre um dos maiores clássicos da história do cinema e indicado à sete categorias no Oscar. Pulp Fiction - Tempo de Violência marcou a década de 90 e foi responsável por fazer Hollywood e milhões de pessoas repensarem o conceito de cinema de qualidade. 


                                                                                                                                                    
Você provavelmente já viu alguma foto, estampa de camisa ou citação de algum dos dois personagens acima.  Eles são Vincent Vega e Jules Winnfield, dois mafiosos assassinos que trabalham para um poderoso gângster nos Estados Unidos. Além desta, Pulp Fiction ainda conta a história de um boxeador corrupto, que também está envolvido com o tal gângster, e a história de dois ladrões. O enredo do filme poderia ser igual ao de qualquer outro, não fosse a fabulosa estrutura narrativa em que ele é desenvolvido. 


Com uma montagem impecável e um roteiro genial, as três histórias são contadas simultaneamente de forma não-linear, cada uma em um tempo cronológico diferente, mas que acabam por se entrelaçar ao longo do filme.  O início faz parte do fim, personagens morrem no meio do filme e continuam por aparecer em outra história... tudo é muito bem amarrado, sem deixar nenhuma ponta solta. Trocando a ordem de algumas cenas, o longa diverte e obriga o espectador a prestar atenção em cada detalhe dos acontecimentos, visto que mais tarde será mostrado o motivo de um personagem estar vestindo uma roupa diferente, porque algo aconteceu de tal forma etc.


Outro ponto forte do filme são os inúmeros e memoráveis diálogos presentes em todas as histórias, que mostram pontos de vistas interessantes sobre diversos assuntos. A violência recorrente, o uso de drogas e a linguagem afiada dos personagens, complementados por uma alta dose de humor negro, contribuem para a construção do cenário sujo do filme, e mostram o submundo do crime de forma real e explícita. O elenco excepcional, composto por Bruce Willis, John Travolta, Uma Thurman e Samuel L. Jackson entrega atuações fantásticas, com destaque para a dupla Travolta e Jackson, muito bem entrosada. Por fim, mas não menos importante, deve-se lembrar também da ótima trilha sonora do filme, repleto de músicas clássicas que só deixam o longa mais divertido.

                                                                              
Pulp é a segunda obra do consagrado diretor americano Quentin Tarantino, e para muitas pessoas, o seu melhor filme até hoje. Sem dúvidas, foi o grande responsável pelo sucesso do longa, dirigindo-o, roteirizando-o (venceu o Oscar e a Palma de Ouro de Melhor Roteiro Original) e até atuando, como Jimmy, marido de Bonnie. Todavia, apesar do reconhecimento e do sucesso, o caminho de Tarantino não foi fácil: após muitos estúdios recusarem seu roteiro, o diretor conseguiu assinar com a produtora independentente Miramax, na época recém-comprada pela Disney, e produziu o filme com simples oito milhões e meio de dólares. Com mais de cem milhões arrecadados nas bilheterias mundiais posteriormente, o diretor lembrou Hollywood que não são precisos orçamentos extravagantes para se fazer um bom filme. Basta uma boa história.


O filme foi eternizado pelo seus diálogos e cenas marcantes, além de ser um ícone cinematográfico da cultura pop.  Já recebeu diversas homenagens e paródias, como das séries House e Community, e só não recebeu mais prêmios pois competiu com o também ótimo Forrest Gump, lançado no mesmo ano(1994). Já Tarantino, que após Pulp Fiction também foi responsável por Kill Bill, Bastardos Inglórios, dentre outros, agora trabalha em seu novo projeto, Django Unchained, que estreia no final do ano. Esperemos mais surpresas de um dos maiores diretores da atualidade.

quinta-feira, 1 de março de 2012

A Dublagem Imposta na TV Paga Brasileira

Nesta nova postagem, o Blog Serinema deixa um pouco de lado as séries e filmes para falar sobre um assunto mais sério, que vem chamando a atenção de muito assinantes da TV à cabo: a imposição da dublagem por padrão na grande maioria dos canais.

















A TV paga brasileira oferece uma maior quantidade de canais do que a TV aberta, com conteúdos diversos para todos os gostos: séries, filmes, esportes, desenhos animados, músicas etc. Estes canais, em grande parte os de filmes e séries, tem o dever de disponibilizar para seus assinantes todas as formas possíveis de exibição dos conteúdos: dublado ou com o áudio original e legendas, deixando à critério do espectador escolher o modo que melhor lhe convenha assisti-los.


Pode parecer estranho para alguns leitores, mas pesquisas apontam que relativa maioria da população prefere assistir a conteúdo dublados do que legendados, por alegar que a legenda tira a atenção do que está sendo exibido, por não querer tirar o emprego dos dubladores ou até pela simples preguiça de ler. Também já foi comprovado que a grande maioria das classes média e baixa, que cada vez mais assinam pacotes da TV à cabo, preferem os conteúdos dublados. Este fator vem contribuindo consideravelmente para um aumento dos programas traduzidos para o português, pois o número de assinantes pertencentes a estas classes é cada vez maior.


A preferência pelo conteúdo dublado não deve ser menosprezada ou criticada, visto que é algo muito pessoal. O que entra em questão aqui é o direito do assinante da TV paga em poder escolher o modelo que quiser. Os canais fechados, pelo fato de serem pagos, tem a obrigação de disponibilizar para seus clientes o conteúdo com áudio original e legendas, assim como conteúdos dublados, sempre que for possível.  É um direito garantido no ato da assinatura da TV à cabo. Entretanto, como o áudio em português vem gerando mais lucro, muitos canais já exibem, ou estão começando a exibir, sua programação quase inteiramente dublada, um completo desrespeito com o consumidor que paga por um serviço volátil e de qualidade.




























A TNT e o Telecine Pipoca, canais com programas completamente dublados, por exemplo, lideram o ranking dos mais assistidos da TV paga. Em 2007, a Fox resolveu dublar toda a sua programação repentinamente, não oferecendo alternativas ao seu espectador.  FX, Sony Spin, MegaSpace e LIV também já estão dublados, sem outras opções e, para completar, o AXN e a Sony já anunciaram que todas as novas séries do canal este ano estarão, muito provavelmente, somente com o áudio em português. As exceções ficam por conta do Universal Channel, que somente dublará sua programação quando puder oferecer a possibilidade de escolha ao consumidor; a Warner, ainda quase completamente legendada; e alguns outros poucos canais, que disponibilizam todas as opções disponíveis. É interessante notar ainda que alguns destes canais, como o Telecine Pipoca, até fornecem o áudio original e  o dublado, mas não disponibilizam a legenda, frustrando a expectativa de muitos clientes.


Com a imposição da dublagem por padrão, e sem as opções de áudio original e legendas, as emissoras ignoram seu compromisso para com o consumidor e optam por tentar atrair mais espectadores através da programação dublada. Falta investimento em tecnologia para conseguir atender as demandas dos espectadores, e falta respeito e comprometimento com o assinante. Dito isso, o download de séries e filmes, tão contrariado pelos canais de TV , nunca pareceu tão apropriado.


Pelo direito de escolha do consumidor, o blog Ligado em Série, junto com a Sociedade dos Blogs de Séries criou o movimento "DUBLADO SEM OPÇÃO, NÃO!''. Neste movimento, todos podem assinar a petição pública que será enviada às principais operadoras de TV, aos canais infratores e à ''ABTA - Associação Brasileira de TV por Assinatura'' a fim de que algo seja feito em prol daqueles que querem ter a opção de escolha ao assistir televisão. Clique aqui, assine a petição participe desta luta!


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Preview 2012: Os super-heróis, o Hobbit e o 3D

2012 chegou (há dois meses) e com ele a promessa de um ótimo ano para a indústria cinematográfica. Após um 2011 de poucas surpresas, e até consideravelmente morno se comparado aos anos anteriores, o ano começa já com a agenda cheia de filmes que devem lotar as salas de cinema e encher os cofres hollywoodianos. Confira abaixo os principais destaques dos próximos meses: 



O ano é dos super-heróis: Batman, Homem Aranha, Hulk, Capitão América, Homem de Ferro e Thor vão aparecer nas telonas e enlouquecer os fãs das histórias em quadrinhos da Marvel e da DC Comics. Os Vingadores, com os quatro últimos poderosos acima, é sem dúvidas o maior filme de super-heróis produzido até hoje; Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge encerra a aclamada trilogia dirigida por Christopher Nolan, iniciada em 2005. Já O Espetacular Homem-Aranha vem sendo bastante questionado, visto que contará novamente o início da história do herói, um reboot somente 11 anos após original.


Além dos filmes adaptados das histórias em quadrinhos, longa-metragens baseados em best-sellers voltados para o público jovem como Amanhecer - O Final e Jogos Vorazes também certamente atrairão multidões às salas de cinema. Enquanto a trama dos vampiros terá seu desfecho, o romance futurista começará sua saga e já é considerado o filme mais esperado do ano, segundo uma pesquisa da MTV. Outro aguardadíssimo filme tirado de um livro é O Hobbit, que se passa 60 anos antes dos eventos de O Senhor dos Anéis, e mostra como o Anel foi encontrado. Dirigido pelo vencedor do Oscar Peter Jackson, mesmo diretor da trilogia do Anel.


Enquanto Madagascar 3, A Era do Gelo 4 e Valente são os destaques do ano na área da animação, American Pie, Todo Mundo em Pânico 5 e Rock of Ages (no qual veremos Tom Cruise como um astro do rock) prometem muitas gargalhadas entre as comédias. Para quem gosta de terror, as produções Silent Hill, Atividade Paranormal e [REC] terão suas sequências exibidas este ano.


Este ano teremos também dois filmes baseados em A Branca de Neve: Espelho, Espelho Meu, em que veremos Julia Roberts como a Rainha Má, e A Branca de Neve e o Caçador, com Charlize Theron e Kristen Stewart. Para quem curte fantasia e ficção-científica, a espera fica por conta de John Carter, da Disney, Prometheus, de Ridley Scott, e BattleShip - Batalha dos Mares. Destaque também para a nova parceria de Tim Burton e Jhonny Depp, Sombras da noite, que ainda conta com Helena Bonham Carter e Chlöe Moretz.


3D e sequências


Assim como tem acontecido nos últimos anos, 2012 será repleto de sequências: Star Trek 2, Fúria de Titãs 2, Os Mercenários 2, O Legado Bourne,  007, Resident Evil 5, Anjos da Noite 4 e MIB - Homens de Preto 3 são as principais. Além disso, grandes sucessos do cinema como Procurando Nemo, Titanic, Star Wars e  A Bela e a Fera (estes dois últimos já em exibição) serão relançados nas telonas ao longo do ano, agora convertidos para o 3D. Ao lado destes, cerca de outros 40 filmes serão exibidos em terceira dimensão no Brasil.




















Em tempos de pouca criatividade por parte de roteiristas e produtores, a indútria cinematográfica vem preferindo investir nas sequências e prequels (quando a história se passa anteriormente ao original), pois por mais fracos e decepcionantes que sejam, ainda atraem muita gente ao cinema. Em 2011, por exemplo, 8 dos 10 filmes mais lucrativos foram continuações (com exceção de Rio e Os Smurfs). Já o 3D, que desde Avatar vem ganhando cada vez mais espaço, aumenta exponencialmente a bilheteria de muitos filmes que não seriam tão bem sucedidos não fosse o uso desta técnica. Algumas produções que muito se preocupam com o uso da terceira dimensão acabam apresentando um visual caprichado, mas com roteiros rasos e histórias fracas. Prova recente de uma continuação fraca e extremamente impulsionada pelo uso do 3D é o último Piratas do Caribe, que arrecadou mais 1 bilhão de dólares mundialmente, apesar de bastante criticado.


Esperemos uma boa e memorável safra de filmes este ano, que nos encante com seus efeitos e sua arte, mas que não deixe de nos contar boas histórias.


Assim, após ler sobre as principais próximas novidades, assista a alguns dos melhores trailers abaixo:


O Espetacular Homem Aranha:





Jogos Vorazes:




         
A Era do Gelo 4:
               
                 




                 










O Hobbit:


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Dez anos de "O Senhor dos Anéis" e data do trailer de "O Hobbit"

  
Dezenove de dezembro de 2001. Há exatos dez anos, estreava nos cinemas americanos  uma das trilogias mais famosas e bem-sucedidas de todos os tempos. O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel, adaptação da primeira parte do livro criado por J.R.R Tolkien, arrecadou 874 milhões de dólares muldialmente, venceu 4 Oscars e introduziu a saga que trouxe a fantasia e a aventura de volta às telonas.  


Após A Sociedade do Anel, em 2001, a segunda parte "As Duas Torres" foi lançada em 2002, e a última parte "O Retorno do Rei", em 2003, todas indicadas ao Oscar de melhor filme. 


O Senhor dos Anéis
  
A produção da trilogia foi bem complicada. O custo era alto, e o neozelandês Peter Jackson, devido ao seu modesto currículo cinematográfico, teve que ralar muito até conseguir o papel de diretor do filme. E a ralação não acabou por aí: todos os três longas foram filmados simultaneamente em longos 274 dias, com anos de pré e pós-produção, que contaram com uma equipe de 2.400 pessoas e 26 mil figurantes. O orçamento da trilogia nunca foi divulgado ao certo, mas estima-se o preço de 600 milhões de dólares.
  
Como era esperado pela maioria, todo o trabalho e os enormes gastos valeram à pena. A trilogia O Senhor dos Anéis faturou aproximadamente 3 bilhões de dólares em seu total e faturou 17 estatuetas do Oscar, sendo 11 somente do último filme "O Retorno do Rei", que tornou-se, ao lado de Titanic e Ben Hur, o maior vencedor da história do Oscar. Para a alegria dos fãs, a saga deverá ser convertida para o 3D em breve, e novamente exibida nas salas de cinema.
  
Quem me conhece, sabe a opinião que tenho da saga. O Senhor dos Anéis (assista ao super trailer abaixo) soube mesclar aventura, ação e emoção na dose certa, acompanhado com uma trilha sonora marcante, e sustentado por um roteiro surpreendentemente bem-adaptado. A história dos três livros em que os filmes são baseados chegou a ser considerada inadaptável para o cinema, tamanha era a dimensão e a complexidade de sua trama. Transformar mais de 1000 páginas em três filmes coerentes e fiéis pode ser considerado um feito daqueles e, por isso, a trilogia do anel é considerada por muitos como a melhor adaptação de um livro para o cinema.

                             
                 
O Hobbit
  
Também escrito por Tolkien, é um livro que conta a história que se passa antes dos eventos ocorridos em O Senhor dos Anéis. Na trama, o hobbit Bilbo (do título do livro), o mago Gandalf e mais 13 anões saem em busca de um tesouro roubado pelo dragão Smaug. O livro é mais voltado para o público infantil, e por isso é bem curto (cerca de 300 páginas) e apresenta uma história mais simples. 

A adaptação do livro vem sendo planejada desde 2003, mas sofreu muito com impedimentos judiciais e divergências entre as empresas responsáveis pela produção e distribuição do filme. Quando um acordo foi fechado, decidiu-se por dividir a história em dois longas, um estreando em 2012 e o outro em 2013. As filmagens começaram no ínicio deste ano, também dirigidas por Peter Jackson, e o primeiro teaser-trailer já tem data de lançamento: 21 de dezembro. Sim, depois de amanhã, precisamente às 1h da madruga, já poderemos conferir as primeiras cenas  on-line.
  
O Hobbit - Uma Jornada Inesperada, primeira parte dos dois filmes, tem estreia marcada para 14 de dezembro de 2012. Muitos personagens de O Senhor dos Anéis estarão de volta, e alguns serão acrescentados a história, como Frodo (Elijah Wood) e Legolas (Orlando Bloom).
  
A decisão de dividir a história em duas é um pouco preocupante, visto que muita coisa que não está no livro dever ser acrescentada. Mas, como já vimos anteriormente, em Peter Jackson podemos confiar.



quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Os Vingadores

Após muita expectativa, finalmente foi divulgado o primeiro(e ótimo) trailer de Os Vingadores. O filme é uma adaptação da homônima série em quadrinhos, criada em 1963 por Stan Lee e Jack Kirby, e publicada pela 'Marvel Comics'. A história reúne os maiores super-heróis da 'Marvel' e é considerada uma resposta à Liga da Justiça, da editora rival 'DC Comics'. 


Você já deve ter percebido que, de alguns anos pra cá, vários filmes de personagens da 'Marvel' foram lançados no cinema, dentre eles Homem de FerroThor, Hulk e o mais recente Capitão América. Tais filmes tinham a função de apresentar a história dos heróis que serão os protagonistas de Os Vingadores(além de ganhar um bom dinheiro). Quem ficava no cinema após os créditos de cada um desses filmes sabe do que estou falando. Vários encontros entre os personagens aconteciam, e, no final de Capitão América, havia direito até a um pequeno teaser-trailer de Os Vingadores.
  
Da formação original da série em quadrinhos, somente o Homem-Formiga ainda não apareceu nas telonas e está ausente dos vingadores, mas o herói também deverá ganhar seu filme solo futuramente 
  
Na trama, um inimigo invasor, conhecido como Loki, ameaçará a segurança global e fará com que Nick Fury organize um time de super heróis para salvar o planeta. O filme tem um orçamento próximo aos 150 milhões de doláres e será dirigido pelo pouco conhecido Joss Whedon, diretor de 'Buffy - A caça vampiros'. Mark Ruffalo, Robert Downey Jr., Chris Hemsworth e Chris Evans formam o elenco principal, que ainda conta com Scarlett Johansson(Viúva Negra), Jeremy Renner(Gavião Arqueiro) e Samuel L. Jackson(Nick Fury).




Ao lado de O Hobbit, Os Vingadores é, sem dúvida, um dos filmes mais esperados do próximo ano. Dezenas de fotos e informações são extraídas diariamente dos sets de filmagem, e a expectativa em torno do filme é gigantesca. Entretanto, apesar do elenco estelar e do provável sucesso de bilheteria, Os Vingadores precisa tomar cuidado com seu roteiro, que requer uma história bem amarrada e criativa, com cenas de ação fundamentadas, para que o filme não se torne uma pancadaria sem sentido, ao pior estilo Transformers 2.  
  
O trailer não mostra muita coisa sobre a história em si, mas é suficiente pra nos deixar com água na boca sobre o que está por vir. Confira abaixo o aguardado primeiro trailer de Os Vingadores



Observação: O intérprete de Hulk no filme será Mark Ruffalo(Minhas Mães e Meu Pai). Edward Norton, o Hulk do último filme lançado em 2008, foi dispensado pela Marvel.


Os Vingadores tem estreia prevista para 4 de maio de 2012.



sábado, 24 de setembro de 2011

DreamWorks x Disney/Pixar

Antes de tudo: são três os principais tipos de animações usados em filmes. A mais antiga ('Cinderela', 'Pinóquio'), feita com papel e tinta, principalmente, é chamada de tradicional. Há também a 'stop-motion' (Fuga das Galinhas), em que se usa argila/ massa para construir o cenário e os personagens, e, por fim, a animação feita em computação gráfica, mais recente. 

  
Desde a década de 30, quando surgiu o primeiro longa-metragem em animação da história ('A Branca de Neve e os Sete Anões', da Disney), os filmes animados vem conquistando cada vez mais espaço na indústria do cinema, tornando-se um dos ramos mais lucrativos. Dentre as várias empresas de computação gráfica que existem hoje responsáveis pelas produções desses filmes, as que mais se destacam são a Blue Sky (produtora de filmes como 'A Era do Gelo' e 'Robôs'), a DreamWorks Animation e a Pixar. Neste post, falaremos sobre as duas últimas, maiores rivais.
   

 
Pixar

A Pixar (conjunção fonética de ''pixel'' e ''arte''),  começou como um divisão da Lucas Film, de George Lucas (Star Wars). Mais tarde, foi comprada por Steve Jobs (esse mesmo, ex-presidente da Apple) e 5 anos depois assinou um contrato com a Disney. Nesse contrato, a Pixar seria responsável pela produção dos longa-metragens animados, enquanto a Disney seria responsável pela distribuição dos mesmos.
  
Dessa forma, no ano de 1995, em uma parceria entre a Pixar e a Disney, estreiou nos cinemas do mundo inteiro o primeiro filme da história feito inteiramente em computação gráfica: Toy Story. Com ótimas críticas, um visual inovador e milhões de dólares arrecadados, Disney e Pixar assinaram um outro contrato para mais 5 filmes, e, de lá pra cá, 12 animações já foram feitas . São elas: 

1995 - Toy Story
1998 - Vida de Inseto
1999 - Toy Story 2
2001 - Monstros S.A                                            
2003 - Procurando Nemo
2004 - Os Incríveis
2006 - Carros
2007 - Ratatouille
2008 - Wall-E
2009 - Up - Altas Aventuras
2010 - Toy Story 3
2011 - Carros 2

Atualmente, a Pixar pertence à Disney e Steve Jobs é seu maior acionista.
                                                                                    
DreamWorks

A DreamWorks SKG (Spielberg, Katzenberg e Geffen, os fundadores da empresa) é uma das maiores empresas cinematográficas dos EUA, criando, produzindo e distribuindo diversos tipos de filmes, videogames e programas de TV. 
  
Em 1997, aliada à empresa de computação gráfica PDI, a DreamWorks produziu sua primeira animação feita totalmente em computação gráfica: FormiguinhaZ. Tal animação, entretanto. não chegou nem perto do sucesso que Toy Story fez com a Disney/Pixar. Em 2000, a DreamWorks criou a DreamWorks Animation, somente para a área de animações. Não demorou muito, e a empresa também encontrou seu primeiro sucesso: o ogro Shrek.
  
O mais legal disso tudo é que Shrek é um filme que 'brinca' com a Disney o tempo todo, parodiando vários contos de fadas e mostrando seus personagens de uma forma diferente da que conhecemos, como o 'Pinóquio' e os 'Três Porquinhos'. O próprio castelo de 'Duloc' é uma referência à Disneylândia. Não bastasse todas as paródias, 'Shrek 2' foi, até o ano passado, a animação de maior bilheteria da história, sendo ultrapassada somente por Toy Story 3, lançado em 2010.
  
Veja abaixo todas as animações computadorizadas feitas pela DreamWorks até hoje:

1998 - FormiguinhaZ
2001 - Shrek
2004 - Shrek 2
2004 - O Espanta-Tubarões
2005 - Madagascar
2006 - Os Sem-Floresta
2007 - Shrek Terceiro
2007 - Bee Movie
2008 - Kung Fu Panda
2008 - Madagascar 2: A Grande Escapada
2009 - Monstros VS Alienígenas
2010 - Como Treinar seu Dragão
2010 - Shrek Para Sempre
2010 - Megamente
2011 - Kung Fu Panda 2
   
Na hora de assistir aos filmes de animação, poucos se importam qual empresa fez tal filme, os recursos utilizados, etc. As pessoas querem é rir, levar os filhos, descontrair. Porém, é interessante notar a principal diferença  entre DW e Pixar. Enquanto o papel da DreamWorks é puro entretenimento, diversão, a Pixar aborda em seu filmes temas sutilmente mais adultos (com exceção da franquia 'Carros', voltada exclusivamente para o público infantil) . Por isso, filmes como 'Wall-E' e 'Ratatouille' podem não ser os preferidos da criançada.
  
Além disso, é muito bom acompanhar ano a ano a disputa das duas empresas pelo Oscar de Animação. Desde que foi criado, em 2002, a Pixar já levou 6 estatuetas ('Procurando Nemo', 'Os Incríveis', 'Ratatouille', 'Wall-E', 'UP' e 'Toy Story 3') e a DW 2 ('Shrek' e 'Wallace e Gromit'). Até hoje, somente três animações foram indicadas ao Oscar de Melhor Filme: 'A Bela e a Fera' (Disney), 'Up' (Disney/Pixar) e 'Toy Story 3' (Disney/Pixar), mas todas perderam.
  
Para o futuro, as apostas da DreamWorks ficam por conta do 'Gato de Botas' (trailer abaixo), que será lançado em novembro deste ano, e 'Madagascar 3', previsto para junho de 2012. Por parte da Disney/Pixar, a novidade é 'Monstros S.A 2: Universidade dos Monstros', com previsão de estreia em 2013. Não perca!