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domingo, 20 de maio de 2012

Review: House - 8x21 - Holding On

"Obrigado, Dr. Wilson". Quando a oitava temporada de House começou, em setembro do ano passado, muitos já haviam desistido da série e outros só continuaram a assisti-la pois já pressupunham que esta realmente seria a sua temporada final. Pois bem, a temporada começou, avançou, pouca coisa aconteceu, muitos abandonaram de vez e o final foi confirmado. Tivemos alguns excelentes episódios lá para o meio da temporada, mas a série logo voltou a sua zona de conforto, com uma apatia irritante, que não criava nada para um final digno ou interessante, após 8 anos de boas histórias. Tudo indicava um fraco desfecho. E foi aí que Wilson apareceu.























A frase entre aspas ali de cima dita por uma das personagens também pode ser dita por mim ou por qualquer fã. Quando tudo apontava para uma despedida decepcionante, eis que surge a notícia do câncer de Wilson, a notícia que parece ter acordado a série, seus personagens e até os próprios roteiristas de que faltavam pouquíssimos episódios para o fim do programa. Desde seu surgimento, vimos ótimos cenas, com descargas emocionais gigantescas vindas de Wilson e até mesmo de House. E neste penúltimo episódio não foi diferente.

Logo que "Holding On" começa, recebemos a confirmação de que o câncer de Wilson realmente se agravou, e o tratamento caseiro realizado no episódio retrasado não adiantou em nada. Como Wilson já havia dito anteriormente, ele não quer sofrimento, palavras de conforto mentirosas nem passar meses de quimioterapia, mas paz e tranquilidade para aproveitar o pouco de vida que ainda lhe resta. A sua dose de "luta pela sobrevivência" já foi esgotada. Obviamente, para não perder seu melhor amigo tão cedo, House usa de todos os seus truques para convencê-lo a tentar se curar, seja drogando-o ou embebedando-o, ineficazmente. Enquanto isso no hospital, a notícia da impendente morte do oncologista já afeta a todos, inclusiva a Foreman, que tenta se tornar o novo "amigo" de House, e é logo sacaneado por este.

Acompanhado pela dor em sua perna durante todos os dias da sua vida, House não entende como o melhor amigo pode deixar de lutar. Como o médico ranzinza deixou bem claro na discussão com Taub, ele acorda com dor todos os dias, ele vive e experencia a dor todos os dias e nunca desistiu. Foi muito bom ver o desabafo do personagem, que em poucas falas consegue expor tudo o que está sentindo e o por quê de tomar certas atitudes ao longo do episódio. Wilson, por outro lado, só precisa de um amigo. De seu único amigo. Alguém para lhe dizer que sua vida valeu à pena, alguém presente que lhe diga que o ama. Que respeite sua decisão. Os diálogos entre os dois são significativos e muito bem construídos em todo o episódio. Como disse o próprio Wilson, a amizade entre os dois sempre foi focada em House e em suas necessidades. Pelo menos a morte de Wilson deve ser focada neste, desconsiderando o fato de que House precisa do amigo pelo maior tempo possível.

Talvez influenciado pela ausência de Chase, não gostei muito do caso desta semana. A equipe não esteve tão entrosada sem seu líder, e os próprios comentários sobre Wilson pouco acrescentaram à trama. Além disso, o paciente tinha lá sua história com o irmão morto e tudo, mas não me interessou nem um pouco descobrir o diagnóstico da sua doença quando tínhamos o melhor amigo de House morrendo ali do lado, como ele mesmo disse. Ao menos, o caso serviu para estabelecer uma relação entre os dois moribundos, quando o paciente, assim como Wilson, desiste de sua vida, tenta se matar, e logo depois é quase morto por House, ensandecido como não o víamos há muito tempo.

A volta de Thirteen fez muito bem aos olhos, mas também pouco acrescentou ao episódio: uma conversa com Wilson sobre a morte iminente, e outra com House. E só. Semana que vem tem Jennifer Morrison. Felizmente, quem cumpriu o papel de "bom aconselhador" da semana foi Foreman, com aquele belo discurso no final que leva Wilson a pensar se não vale a pena sacrificar-se por aqueles que amamos e que precisam de nós. House e Wilson estão sozinhos no mundo, e foi realmente emocionante assistir a aceitação de ambos no fim do episódio, que resulta na entrega de Wilson aos cinco meses de vida que lhe restam, sem tratamento, sem quimio, somente acompanhado do melhor amigo.

E aí, quando tudo parecia estar se acertando, deu ruim. Pegando de surpresa a todos que achavam que mais uma das brincadeiras de House não resultaria em nada, eis que ele é acusado de vandalismo por ter jogado os convites de Foreman na descarga, o que causou um alagamento no hospital e fez sua condicional ser afetada. Agora, House precisa cumprir mais 6 meses de cadeia, quase a mesma quantidade de tempo de vida que resta a Wilson. Um ótimo cliffhanger que deixou todos ainda mais ansiosos para o series finale da semana que vem. E um final feliz me parece bastante improvável.

Falta um. Só mais um.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Review: House - 8x16 - Get Check

Cada vez mais próximo de seu fim, House apresenta novamente um episódio mediano, sem novidades, surpresas ou qualquer acontecimento que indique um rumo para o (grande?) series finale da série. É um pouco angustiante perceber que a série nem se esforça em desenvolver algum arco interessante, somente continuando a atuar em sua já ultrapassada zona de conforto, em que vemos quase sempre a mesma coisa. 























(spoilers abaixo)

Em ''Get Check'', mais uma vez assistimos ao nosso médico brincalhão utilizando de suas artimanhas e jogos mentais para enganar seus companheiros de trabalho. Ao notar uma preocupação de Wilson com o futuro de sua vida e fato deste último não ter filhos, House inventa uma ligação de 11 anos atrás, em que uma ex-namorada de Wilson avisa que está grávida, e afirma que decidiu esconder a notícia de seu melhor amigo. Após a descoberta, Wilson conhece seu filho e ambos logo se aproximam intimamente. O resultado disso tudo pode até ter surpreendido alguns, mas aqueles que acompanham a série ao longo destes 8 anos certamente suspeitaram ou sacaram rapidamente o que estava acontecendo. O garoto era um ator. House o contratou somente para pregar uma peça em Wilson e ensina-lo sobre as dificuldades de ser pai. Fim. Seria bem interessante assistir a isso tudo lá pela segunda ou terceira temporada, no auge da série, quando só nos surpreendíamos. Agora, na reta final do programa, o efeito já não é mesmo, nem de perto.


Para piorar, ao contrário do último paciente, nem o caso da semana ajudou muito. Todavia, apesar já ser um plot batido e ter acrescentado pouca coisa ao episódio, o caso do moribundo jogador de hóquei porradeiro foi eficiente em explorar a personalidade de Taub. O personagem vem sendo bastante trabalhado nesta temporada, e surpreendentemente não tem irritado muito, se comparado às temporadas anteriores. Talvez por não mostrarem muito sua vida fora do hospital, os roteiristas vem desenvolvendo-o de forma interessante acertando nesse ponto.


A relação entre Chase e Park também vem gerando alguns bons frutos, principalmente com a forçada tensão sexual que House vem provocando em ambos os personagens. Suas participações e interações neste episódio, em que Park se muda com sua avó para o apartamento de Chase foram boas para mostrar um amadurecimento da (cada vez menos chata) asiática e por ter lembrado um pouco o nosso médico galã do que é ter uma família.


O episódio em si não pode ser considerado ruim, o maior problema é a quebra de expectativa que certamente as maiores dos fãs estão sentindo semana a semana. Por já termos visto tantos ótimos finais de temporadas, com reviravoltas completamente inesperadas, fica aquele gostinho de 'esperava mais'. Felizmente, nem tudo está perdido e ainda faltam alguns poucos episódios. Continuemos esperando.


 Obs: ainda aposto em um relacionamento romântico entre Chase e Adams. 

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Review: House - 8x15 - Blowing The Whistle

A partir de agora, o Blog Serinema postará as reviews do últimos episódios da oitava temporada de House, que cada vez mais aproxima-se de seu fim. Com seu series finale agendado para o dia 21 de maio de 2012, é bom ficar de olho na trajetória final desta marcante série médica.










   
(spoilers abaixo)
                                                                                                                                                   

Faltando menos de dois meses para o aguardado series finale de House, é normal que a maioria dos fãs fique na expectativa para que algo mude ou que a série tome logo um rumo para o seu final. Dito isso, é um pouco preocupante que Blowing The Whistle tenha sido apenas bom. Um bom episódio, com um bom caso, uma boa história e boas atuações. Mas só. Nada que acrescente algo significante para a trama central da temporada, se é que temos alguma.


No caso da semana, o militar Brant é preso, acusado de traição, por vazar o vídeo de um massacre civil cometido pelo exército estadunidense. Após passar mal, ele é levado ao hospital acompanhado pelos militares, que o levarão para a cadeia assim que se recuperar, e pelo seu irmão, também militar, que desaprova sua atitude. Enquanto Brant vê como uma questão de honra divulgar o vídeo para o mundo, seu irmão vê como honra não o fazer, poupando o país das possíveis consequências.


Enquanto isso, ao mesmo tempo em que tenta diagnosticar o problema com Brant, a equipe de House mais uma vez se vê enganada pelos jogos mentais do médico rabugento. Quando Adams repara em estranhos sintomas apresentados por ele, como a mão trêmula, esquecimentos e até uma derrota no videogame para Taub, a equipe, logo acompanhada por Wilson, começa a acreditar em uma possível ''Encefalopatia hepática''. A situação gerada é interessante, pois todos os personagens são trabalhados com competência e na dose correta, cada um abordando House sobre a suposta doença de uma forma diferente. Chase, por conhecer e trabalhar com o protagonista há muito mais tempo que os demais, acaba descobrindo as suas reais intenções após todo o circo armado.


No mais, o caso da semana foi bem desenvolvido, com uma história bem construída e desenvolvida. As excentricidades de House, assim como seus constantes surtos geniais, em que ele descobre a doença do paciente, também estiveram presentes, além de bons momentos cômicos. Não fosse esta a reta final da série, o episódio provavelmente seria mais bem recebido pelos fãs. Não sendo o caso, apreciamos o bom e velho House e continuamos na espera por novidades.